Mudanças por vandalismo

A linha 273U Vila Jacuí, do Consórcio Plus, já era ruim e ficou pior com os protestos pela morte de um suposto traficante nas dependências de um distrito policial. (Cerca de 200 moradores da comunidade Vila Reis, na zona leste de São Paulo, realizaram na madrugada do dia 27 de maio um protesto contra a morte de Sérgio dos Santos, de 38 anos, encontrado enforcado dentro de uma cela do 63.º DP, Vila Jacuí, após ter sido preso sob a acusação de tráfico de drogas. A Secretaria da Segurança Pública alegou que ele cometeu suicídio, mas parentes e amigos contestaram a versão. Na manifestação quatro ônibus foram depredados e um, incendiado. Pessoas ficaram feridas.) Nodia 28, peguei esse ônibus. Quando o veículo chegou ao final da Avenida Laranja da China, faltando cerca de um quilômetro para o ponto final, o motorista e o cobrador informaram aos passageiros que o itinerário mudara por causa do referido acontecimento. Antes de subir no ônibus nenhum passageiro fora avisado da alteração. Portanto, o consórcio Plus me deve R$ 2,30.CELINA CARDOSOSão PauloMarco Siqueira, da Assessoria de Comunicação Social da SPTrans, esclarece que a linha de ônibus que a leitora sra. Celina utiliza foi alvo da ação de vândalos em 27 de maio. Para resguardar os passageiros, cobradores e motoristas, por causa de alguns coletivos terem sido apedrejados e um deles, destruído num incêndio, o final do itinerário da linha foi modificado naquela data e em parte do dia seguinte por medida de segurança. Informa que a circulação retornou à normalidade na tarde do dia 28 de maio.Insegurança na capitalNa manhã de 14 de maio minha filha foi assaltada, pela segunda vez, na Avenida Giovanni Gronchi, próximo à Favela Paraisópolis. Chegando no local, já havia quatro policiais ao lado dela. Perguntei o que poderia ser feito. "Agora já era, eles já estão lá dentro (da favela). Nós não podemos entrar lá. Temos de ficar aqui na esquina até as 10 horas, senão seremos notificados por má conduta." O assalto foi violento e ela poderia ter sido morta. O policial disse que não podia fazer nada. Não consigo entender. Por que a polícia não entra na favela? Acordo? Medo? Falta de equipamento ou de gente? As atitu-des paliativas para resolver o problema da violência geram os assaltos de sempre. Eu já fui assaltado duas vezes! J. R. B.São PauloA Polícia Militar (PM) esclarece que essa área é de interesse da segurança pública e que mantém um forte esquema de policiamento na região. Afirma ainda que não existe local em São Paulo onde a PM não entre. Os policiais são profissionalmente capacitados e estão tecnicamente preparados para enfrentar qualquer tipo de criminoso e não há acordo algum com delinquentes. Sobre a filha do sr. J. R. B., caso houvesse uma emergência e a localização dos criminosos fosse conhecida, os policiais militares deveriam imediatamente ir ao encontro deles e prendê-los. Porém, diz, tratava-se de crime consumado e o paradeiro dos infratores era desconhecido. A PM justifica que, mesmo que fosse possível supor que estivessem no interior do Complexo Paraisópolis, há mais de 80 mil moradores na região, o que inviabiliza uma busca minuciosa, que não é possível fazer sem autorização judicial. Alega que a vítima estava segura, ao lado dos policiais. As providências, a partir da consumação do crime, não havendo risco para a vítima, requerem investigação e deixam de ser da alçada de competências da PM, exceto quanto há orientação do policiamento ostensivo com vista aos criminosos. Na ocasião os policiais militares não deram orientações completas e claras, o que deu margem à insatisfação da vítima e de seu pai. Por isso, todo o efetivo daquela região está sendo orientado nesse aspecto.O leitor comenta: Houve uma melhora no policiamento em São Paulo. Mas parece que a PM não tem um plano estratégico com metas para acabar com o crime. Quando há um problema grave, a polícia atua. Em assaltos normais, com pessoas normais, eles vão levando.Justiça brasileiraEm 10 de maio esta coluna publicou minha carta (Óbvio ululante) sobre a obrigatoriedade de eu ter de contratar um advogado para provar a fraude de um cheque que foi emitido em nome de meu filho, após seu falecimento. Ninguém se deu ao trabalho de responder. Agora fui intimado a prestar depoimento num caso de crime ambiental. Perdi quase três horas para ir ao tribunal para responder a duas perguntas de um juiz que nem olhou para mim! A Justiça brasileira deveria ter mais civilidade e educação.NELSON N. FERRAZSão PauloAs cartas devem ser enviadas para spreclama.estado@grupoestado.com.br, pelo fax 3856-2940 ou para Av. Engenheiro Caetano Álvares, 55, 6.º andar, CEP 02598-900, com nome, endereço, RG e telefone, e podem ser resumidas. Cartas sem esses dados serão desconsideradas. Respostas não publicadas são enviadas diretamente aos leitores.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.