Muita água para saciar a vontade

Como se fosse um pacto, a família inteira aderiu ao vício. Pai, avô, tios, primos e ela, desde criança, no encalço da fumaça. Até que um dos irmãos teve câncer de garganta e parar foi imposição. "Mas toda vez que sentia o cheirinho, dava uma vontade..." Aparecida Santucci dos Passos, de 43 anos, procurou ajuda médica. No dia 7 de julho, o primeiro adesivo e 24 horas sem nenhum cigarro. A estratégia para repetir o sucesso foram copos d?água, muitos copos d?água toda vez que a fissura vinha ("não dava para substituir por doce"), distância do computador ("antes, passava horas teclando e fumando") e menos saídas noturnas - ainda bem que choveu bastante. Um dia, recebeu a visita de amigos fumantes, bem no feriado, e dois cigarros foram tragados. De uma vez. A culpa veio e deu força extra. Cida não fumou mais nenhum. Até resolveu parar de se enganar e jogou no lixo o maço que escondia dentro do vaso da sala. Devagar, ela diz que vai voltar a usar a internet. E quando pensa em fumaça já sente nojo em vez de vontade.

, O Estadao de S.Paulo

01 Agosto 2009 | 00h00

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