Mulher agride babá e criança e é presa

Garota de programa foi detida ao levar menino ferido a hospital

Tatiana Fávaro, JUNDIAÍ, O Estadao de S.Paulo

20 de março de 2009 | 00h00

A entrada da garota de programa Valdecina Alves de Almeida, de 33 anos, na cadeia de Itupeva provocou o motim de 56 presas na tarde de ontem. Valdecina foi presa na manhã de quarta-feira por tentativa de homicídio e lesão corporal dolosa por espancar e provocar queimaduras em um bebê de 1 ano e 2 meses em Jundiaí, a 60 km de São Paulo. A garota de programa também confessou ter agredido a mãe da criança, Luciene Barbosa, de 18 anos, contratada por ela em janeiro para ser babá de sua filha, de 2 anos. O motim foi controlado, ninguém ficou ferido e, de acordo com funcionários da cadeia, Valdecina teve de ser retirada da cela do "seguro" e colocada em uma das salas da delegacia. A Polícia Civil estuda a possibilidade de transferência. "O que me deixou mais chocada foi o uso de um isqueiro para queimar a barriga da criança, o pênis e o escroto", disse a delegada titular da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) em Jundiaí, Fátima Giassetti. Na casa da garota de programa, na Vila Mafalda, foram apreendidos cabides com os quais ela batia no bebê e o isqueiro usado para provocar as queimaduras.AMEAÇASValdecina chegou por volta das 10 horas de quarta-feira ao Hospital Universitário de Jundiaí, com o bebê no colo. Segundo a delegada, ela teria socorrido a criança após jogá-la de cabeça no chão, quando o menino perdeu os sentidos. "Se eu quisesse matar não teria socorrido", disse a agressora em depoimento. De acordo com a mãe do bebê, trazida do interior da Bahia pela conterrânea, as agressões teriam começado há 15 dias contra ela e há uma semana contra o bebê. Luciene disse não ter denunciado a patroa por ter sido ameaçada de morte. Ao ver sinais de espancamento no garoto, funcionários do hospital entraram em contato com a DDM. Presa em flagrante após confessar as agressões, Valdecina afirmou que batia na babá porque ela não fazia seu trabalho direito e no menino, porque ele chorava muito. "Ela disse friamente que ficou cega de raiva, porque trabalhava à noite e queria dormir."Luciene tem hematomas nos olhos e no corpo. O bebê ficou na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O Hospital Universitário informou que o garoto foi internado com traumatismo craniano, hematomas, escoriações no corpo e cabeça, mas o quadro permanecia estável. Na tarde de ontem, o menino já conseguia andar e falar.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.