Mulher assassinada por cirurgião será enterrada nesta 5ªF

Após 11 dias no Instituto Médico-Legal (IML) para análises, o corpo da dona de casa Maria do Carmo Alves, de 46 anos, foi liberado nesta quarta-feira para a família. Ainda nesta quarta, a Corregedoria da Polícia Civil instaurou inquérito para apurar quem divulgou fotos do cadáver pela internet.Maria do Carmo foi assassinada pelo cirurgião plástico Farah Jorge Farah, de 53 anos, que esquartejou seu corpo em cinco partes, arrancou a pele de vários membros e removeu as vísceras. Ela será sepultada nesta quinta no Cemitério Campo Grande, zona sul. Não haverá velório.De acordo com o diretor da corregedoria, Roberto Maurício Genofre, o pedido de abertura das investigações foi feita pelo superintendente do Departamento de Polícia Técnico-Científica, Celso Perioli, que responde pelo IML. "Temos certeza que o vazamento das fotos partiu do instituto", afirmou Genofre, descartando a participação de policiais ligados ao 13º DP, que cuidaram do inquérito sobre o homicídio.O delegado explicou que as 12 imagens, veiculadas por e-mail, foram feitas com máquina digital e fazem parte de um grupo de 21 fotografias que compõem o laudo pericial realizado pelo IML, ainda não concluído. "As fotos que foram anexadas no inquérito do 13º DP são bem diferentes."Genofre designou o delegado Marcelo Iacomini, especialista em crimes virtuais, para presidir o novo inquérito. "Ele tem grande experiência em rastreamento na internet." Funcionários do IML vão depor sobre o caso.Se descoberto, o servidor que deu início à divulgação das fotos ficará sujeito às penas do artigo 325 do Código Penal, que trata da violação ao sigilo funcional, podendo pegar de seis meses a dois anos de prisão. Também responderá a procedimento disciplinar, podendo sofrer advertência ou demissão.Já Farah obteve habeas-corpus que o desobriga de participar da reconstituição do crime, expedido nesta quarta pelo juiz da 2ª Vara do Júri, Marco Antonio Martin Vargas.

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