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Mulher dará à luz a quadrigêmeas em Taubaté

Caso é raro e acontece, segundo o Ministério da Saúde, com uma em cadas 520 mil mulheres

Gerson Monteiro, especial para O Estado de S. Paulo

09 Janeiro 2012 | 14h38

TAUBATÉ - Ainda faltam alguns dias para dar a luz, mas Maria Verônica Aparecida Vieira, 25 anos, já não aguenta mais de ansiedade e o incômodo pela imensa barriga. Ela faz parte de um seleto grupo de grávidas: quadrigêmeos - um caso para cada 520 mil mulheres, segundo registro do Ministério da Saúde.

Inicialmente a alegria da família era por gêmeos, logo quando Verônica descobriu que estava grávida, no mês de julho. Em seguida a expectativa era para trigêmeos, mas as amigas apostavam em quadrigêmeos.

Somente depois de um ultrassom, em 6 de dezembro, que a mamãe confirmou estar esperando quatro meninas, que receberão os nomes de Maria Clara, Maria Eduarda, Maria Fernanda e Maria Victória. Para identificação das meninas, cada uma usará sempre a mesma cor.

A mamãe, que ficou famosa nos últimos dias pela divulgação do caso raro, não consegue dormir e tem vivido na ansiedade pela chegada das crianças. "Elas não dormem, ficam se mexendo, eu nem consigo dormir", conta a mãe que não vê a hora de dar a luz, quando será feita uma cesariana logo após o dia 20 de janeiro. Verônica engordou mais de 30 quilos desde que engravidou.

Devota de Nossa Senhora Aparecida, ela diz ter feito um único pedido aos pés da Santa e sempre pediu em suas orações particulares. "Sou muito abençoada, devo ser ter sido uma boa moça, jamais esperava vir quatro filhas de uma só vez, esperava uma, mas são todas bem-vindas e estou aguardando com muito amor e carinho", diz a jovem.

Dona de uma escola infantil, ela já é mãe de um menino de 4 anos que também vive a ansiedade em família. "Ele está achando o máximo ser chamado de 'filho mais velho', sempre que ele ouve falar das meninas ele pergunta quando vão chegar as Marias", comenta.

Futuro. A família, que mora em Taubaté (SP), no Vale do Paraíba, tem contado com a ajuda de amigos e padrinhos para se preparar para a nova vida, o marido é metalúrgico. De acordo com Verônica, que tem experiência em cuidar de crianças, toda ajuda será bem recebida. "Não é só ajuda financeira, precisamos também de ajuda psicológica. Na escola eu já vejo a dificuldade de cuidar de gêmeos, aqui serão quatro. Enquanto uma dorme, a outra toma banho, a outra mama e assim vai", planeja a mamãe.

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