Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Estadão Digital
Apenas R$99,90/ano
APENAS R$99,90/ANO APROVEITE

Mulher de Bruno diz que viu Eliza viva no dia 10 de junho em MG

Dayanne está presa na região metropolitana da capital mineira; ela foi autuada por subtração de incapaz, depois de tentar esconder o bebê de Eliza de quatro meses

Eliane Souza, especial para O Estado

19 de julho de 2010 | 19h18

BELO HORIZONTE - Em depoimento prestado na última sexta-feira, Dayanne Souza, mulher do goleiro Bruno Fernandes, afirmou que viu Eliza Samudio no sítio do goleiro, em Esmeraldas (MG), no dia 7 e no dia 10 de junho, segundo informou ontem nesta segunda-feira, 19, o promotor Gustavo Fantini, do Ministério Público Estadual. A afirmação de Dayanne, que constituiu uma nova defesa, pode mudar o rumo das investigações, já que a policia trabalha na hipótese de Eliza ter sido assassinada no dia 9. Dayanne disse ainda que o próprio Bruno, no dia 10 de junho, entregou o bebê - suposto filho do jogador com a jovem - para ela alegando que precisava voltar ao Rio e em seguida viajar.

 

Veja também:

linkDelegada é afastada após divulgação de vídeo em que Bruno culpa Macarrão

linkCartão prova que Bruno e amante ajudaram no sequestro

linkMedo de que Eliza fosse ao CT seria estopim

especialCronologia multimídia do caso

 

Segundo o MP, Dayanne resolveu prestar depoimento antes de falar em juízo após conversar com familiares. Com o argumento de que não tem participação no desaparecimento e possível morte da ex-amante do marido, ela resolveu se pronunciar e também contratou outro escritório de advocacia, dispensando Ércio Quaresma - que defende Bruno e outros cinco suspeitos.

 

Conforme Walquer Azevedo, um dos novos advogados de Dayanne, a mudança foi necessária por conflito de interesses. "A partir deste momento (em que trocou os advogados), ela teve orientações da defesa respeitando sua vontade. E qual é a vontade dela? Falar, até onde sabe", disse.

 

Quaresma disse que irá tentar retomar a defesa da ex-cliente, que, segundo ele, teria sido coagida pelo delegado Edson Moreira, chefe do Departamento de Investigação, a contratar nova defesa. O advogado denunciou nesta segunda-feira que seu cliente, Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, foi agredido com um tapa no peito no interior do Departamento de Investigação (DI). Segundo ele, além do tapa, Macarrão foi jogado no chão. Quaresma disse que seu cliente foi agredido pelo delegado Julio Wilke, quando perguntado se queria trocar de advogado. A assessoria da Polícia Civil negou a acusação.

 

Macarrão e Bruno foram levados hoje da penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, para o DI, onde permaneciam até o início da noite. Mais uma vez a orientação dos advogados era que eles não respondessem nenhuma pergunta. Apontada como amante do jogador e também investigada no inquérito, Fernanda Gomes Castro chegou à capital mineira no sábado e deverá ser ouvida ainda hoje. Em vários depoimentos, Fernanda é citada.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.