Mulher de repórter executado entra em Programa de Proteção à Testemunha

Atendendo ao pedido da Anistia Internacional, a Justiça de São Paulo incluiu a esposa e os filhos do jornalista Luiz Carlos Barbon Filho, assassinado há quase dois anos em Porto Ferreira (SP), no Programa de Proteção à Testemunha. A família foi retirada da cidade no início desta semana sob proteção da Polícia Federal de Araraquara. Kátia sofria ameaças dos possíveis assassinos do jornalista. Ninguém sabe o paradeiro dela e dos filhos, até mesmo os familiares mais próximos, que eram informados do perigo que a viúva estava correndo. Segundo os familiares, ela recebia ameaças por telefone, sofreu tentativa de atropelamento e era perseguida ao sair de casa. Barbon Filho foi morto a tiros no dia 5 de maio de 2007 em um bar no centro de Porto Ferreira. O jornalista acompanhava os casos policiais da cidade. Em 2003, notoriedade ao denunciar um esquema de aliciamento de menores envolvendo empresários e políticos da cidade. . Ele também chegou a fazer denúncias contra policiais militares à Corregedoria da PM. De acordo com o promotor Gaspar Pereira Silva Júnior, do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaerco), de Campinas (SP), quatro PMs e um comerciante estariam envolvidos no crime. A acusação é baseada em depoimentos de testemunhas, laudos e escutas telefônicas autorizadas pela Justiça.

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