Mulher deverá ser indenizada por achar pelos de rato em pacote de salgadinho

Justiça determinou que Pepsico pague R$ 7 mil a consumidora de Cheetos; empresa rebate laudo

Estadão.com.br, atualizado às 16h de 28/03

26 de março de 2012 | 22h30

SÃO PAULO - O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) determinou que a Pepsico do Brasil indenize uma mulher em R$ 7 mil por ter encontrado pelos de rato em um pacote do salgadinho Cheetos, da Elma Chips. No momento da públicação, a empresa não foi encontrada para comentar o caso, mas, posteriormente, através de nota, rebateu a informação sobre o momento da contaminação do produto.

Na primeira instância, a Justiça determinou o pagamento de R$ 3 mil, mas Maria de Fátima Thomas e a Pepsico recorreram da ação. Nesta nova decisão, o juiz Flávio Citro Vieira de Melo, relator da ação da 4ª Turma Recursal, aumentou o valor da indenização a favor da cliente.

Segundo o TJ-RJ, um laudo do Instituto de Criminalística identificou e comprovou a existência dos corpos estranhos no pacote. A Pepsico, porém, afirma que o resultado do exame foi inconclusivo sobre o momento em que o salgadinho foi contaminado.

"A embalagem analisada foi entregue aberta à perícia, o que de fato, não permite apontar o momento da infestação. Vale informar ainda que a consumidora entrou com a ação mais de um ano após o ocorrido e não apresentou a nota fiscal de compra", afirma a empresa em comunicado.

A Pepsico ainda ressalta que as fábricas e filiais de venda de seus produtos têm controle de pragas e seguem padrões internacionais de segurança e qualidade alimentar. A documentação de limpeza e dedetizações, segundo a empresa, estão em dia.

A consumidora também pediu indenização da padaria em Nova Iguaçu onde comprou o pacote de Cheetos, mas o juiz julgou o pedido improcedente. A Pepsico ainda não tinha um posicionamento jurídico para informar se iria recorrer ou não da decisão.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.