Mulher é condenada a 23 anos por estupro

Em uma decisão rara no Rio Grande do Sul, a Justiça de Erechim condenou uma mulher a cumprir 23 anos e cinco meses de prisão em regime fechado, por estupro. O crime, que pelo Código Penal só pode ser cometido por homens, foi praticado por Rosicler Rufino Pinheiro, de 19 anos, que liderava uma gangue conhecida por aterrorizar os habitantes da cidade.O episódio ocorreu em dezembro de 2001, quando o grupo formado por Rosicler e três homens, um deles menor de idade, espancou uma adolescente de 16 anos. A garota foi levada para a casa de Rosicler e ficou 24 horas em cárcere privado. A menina foi submetida à violência sexual, tortura física e moral.Rosicler incitou os homens a estuprarem por três vezes a menina e, depois, ela própria cometeu atentado violento ao pudor contra a vítima. A menina teve a cabeça raspada e, depois de espancada, foi obrigada a fazer uma faxina na casa de Rosicler.Ela só foi liberada pela gangue no dia seguinte, em estado de choque e muito ferida. Rosicler também está sendo processada por um caso semelhante, ocorrido contra outra moradora do bairro. Ela foi estuprada na frente dos dois filhos menores, que foram mantidos sob a mira de um revólver.Além da violência sexual, a vítima também foi assaltada, e vários móveis e eletrodomésticos da casa foram levados. O caso deve ser julgado na próxima semana. Conforme o promotor João Francisco Dill, o grupo liderado por Rosicler era temido no bairro pelo barbarismo dos seus atos.Dill afirma que Rosicler leva uma vida criminosa desde os 13 anos e é considerada extremamente perigosa e violenta, já que mesmo presa, continuava a coagir testemunhas e vítimas. O juiz Antônio Carlos Ribeiro, do Fórum de Erechim, numa decisão dificilmente encontrada em jurisprudências, condenou Rosicler como co-autora dos três estupros cometidos contra a jovem de 16 anos, autora de atentado violento ao pudor, cárcere privado e corrupção de menores.Segundo o site ClickRBS, a soma das penas de cada crime resultou em 23 anos e cinco meses de prisão, que serão cumpridos em regime fechado no Presídio Feminino Madre Pelletier, em Porto Alegre. Dois homens que participam da gangue estão sendo procurados pela polícia, e o menor de idade já teve internação na Febem e agora cumpre medida sócio-educativa.

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