Mulher e duas crianças continuam reféns em Campinas

Mara Silva Souza, de 30 anos, e dois de seus filhos Thiago, de 7, e Victor, de 10, eram mantidos reféns na manhã desta quarta-feira, 25, em um seqüestro que começou por volta das 13 horas de terça, 24. Eles são mantidos reféns por um homem armado na casa onde moram, no Jardim Campos Elísios, em Campinas. Por volta das 11h20, o seqüestrador ligou para o celular do marido de Mara, Isnaldo Souza de Oliveira, que passou o telefone para a polícia. Ele queria um maço de cigarros, que, segundo a polícia, seria dado caso uma das crianças fosse libertada. O bandido não aceitou a proposta e suspendeu, mais uma vez, as negociações. De acordo com o major Luciano Casagrande, as negociações haviam sido retomadas por volta das 10h20 desta quarta, quando técnicos do Grupo de Ação Tática da Polícia Militar (Gate), tiveram uma rápida conversa com o homem, que teria se mostrado mais calma, porém irredutível na posição de que não sairia preso do local. Água e luz da residência, que foram cortados na noite de terça, continuavam interrompidos. Segundo informou a policia, Mara seus dois filhos estavam bem durante a manhã. Até às 10 horas, a polícia descartava a possibilidade de invadir a casa da família, onde a mulher e seus dois filhos estão desde às 13 horas de terça. Segundo informações do capitão da Polícia Militar, Cícero Bernardo da Silva, o suspeito estaria estressado e chegou a fazer ameaças de morte a Mara e às crianças. Na segunda-feira, por volta de 16 horas um dos três filhos da mulher foi libertado, Murilo, de 4 anos, em troca de um colete a provas de balas. Segundo o capitão da PM, o suspeito já teria pedido cigarros e um carro para fugir. Isnaldo, marido de Mara, e o filho dela, de 4 anos passaram a noite na casa dos pais dela, que fica na mesma rua. No começo da manhã, Isnaldo e outros familiares de Mara chegaram ao local para acompanhar as negociações. O tio de Mara, Durval Thomaz Souza, de 65 anos, chegou de São Paulo às 10h45 no local "estou muito nervoso porque não sei de nada e vi tudo apenas pela televisão. Vim achando que quando chegasse aqui tudo estaria terminado", disse Souza aparentemente nervoso. Pelo menos 100 moradores estavam na Rua Cneo Pompeu de Camargo acompanhando o caso "eu via esse tipo de coisa pela TV e achava que só ia acontecer em São Paulo, Rio e Belo Horizonte", afirmou o aposentado João Paulino Neto, de 71 anos. Foi pela casa dele que o suspeito entrou na residência de Mara. O homem armado estaria em fuga após suposto assalto a uma loja próxima à residência, depois de trocar tiros com um policial a paisana em frente à casa de Paulino Neto, o suspeito pulou os muros de uma residência e de um terreno baldio e chegou a casa de Mara. Texto ampliado às 12h15 para acréscimo de informações.

Agencia Estado,

25 Abril 2007 | 10h05

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