Mulher é executada a tiros na Marginal

Ela foi baleada por um motoqueiro, quando se encaminhava para o Aeroporto de Cumbica; nada foi roubado

Gilberto Amendola e José Dacauaziliquá, O Estadao de S.Paulo

30 Novembro 2007 | 00h00

Por volta das 9h50 de ontem, a aposentada Rita Carmen Fekete Hirsch, de 63 anos, estava a caminho do Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, para receber o filho, Fernando Hirsch, que retornava dos Estados Unidos. Ela ia no banco de passageiro do seu Corolla prateado,guiado pelo advogado da família, Luiz Fernando Godo. A poucos metros da Ponte Imigrante Nordestino, uma ou duas motos (as versões das testemunhas são conflitantes) emparelharam com o veículo. O garupa, ao lado de Rita, sacou um revólver 38 e, sem falar nada, disparou. Foram cinco tiros. Três contra o vidro lateral direito, dois contra o vidro dianteiro, todos do lado do passageiro. Três disparos atingiram Rita (um no tórax, um no braço direito e outro na baço). A moto seguiu pela Marginal. Godo conseguiu dirigir por mais 4 quilômetros, até um posto da Polícia Rodoviária Estadual, no km 12 da Rodovia Ayrton Senna. "O motorista saiu desesperado, dizendo que só tinha ouvido os tiros, que não tinha visto nada", disse o capitão do 2º Comando da Polícia Rodoviária, Durval Gaspariane. No carro, Rita ainda estava viva. O policial rodoviário teria pedido para que ela "não fechasse os olhos". O helicóptero Águia da Polícia Militar e um resgate do Corpo de Bombeiros foram chamados. Quando chegaram, Rita estava morta. O advogado Godo foi levado, em estado de choque, mas sem ferimentos, para o Hospital Samcil, em Guarulhos. No Corolla, os policiais encontraram R$ 3.667. A primeira hipótese levantada pela polícia foi a de que o veículo teria sido seguido após sair de um banco ou de um caixa eletrônica. Essa versão foi desmentida mais tarde pelo próprio Godo. O que chamou a atenção da polícia foi o fato de todos os disparos terem sido feitos do lado do passageiro, sem atingir lataria ou pneus. Normalmente, os bandidos abordam (e atiram) no motorista. Do jeito que o automóvel estava, parecia um caso de execução. Liberado do Hospital, Godo foi prestar um depoimento informal no 10º DP. Fernando, filho de Rita, também foi levado à delegacia. Visivelmente abalados, nenhum dos dois quis falar com a imprensa.

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