Mulher e filho são mantidos em cárcere por 2 anos em DF

Casal é acusado de prendê-los em um cubículo para ter acesso à pensão e Bolsa-Família que recebiam

Solange Spigliatti, do estadao.com.br,

10 Outubro 2007 | 14h21

Uma mulher de 30 anos e seu filho, de 9 anos, estavam sendo mantidos em cárcere privado há cerca de dois anos, em uma pequena cidade próxima a Brasília. Segundo informações do delegado chefe do 19º DP, Raimundo Vanderly Alves de Melo, Darlete Santos Coimbra e seu filho Gabriel foram libertados na tarde de terça-feira, 9, após denúncias anônimas, uma feita pelo telefone, e outra na Secretaria dos Direitos Humanos do Ministério da Justiça.   A mulher era mantida refém em condições subumanas, sofrendo maus-tratos e ficando em um pequeno cômodo de uma residência no Setor de Chácaras da Ceilândia. Ela era mantida presa pelo casal Liomar Santos Rangel, de 39 anos, e Valdemar Francisco Ribeiro, de 45 anos, que aproveitavam do estado depressivo da vítima para usar seus documentos e obter o dinheiro da aposentadoria e bolsa-família, usando inclusive documentos falsos de outros filhos fictícios da vítima.   O recadastramento nos postos do INSS era feito com a presença da vítima, que era levada para fora da casa usando vestidos longos e com a cabeça coberta. Segundo as primeiras informações, ela assinava os papéis necessários, com o intuito de proteger o filho. De acordo com a polícia, o dois também registraram o filho de Darlete como deles, trocando inclusive o nome de Gabriel para João Vitor. Darlete foi levada ao Hospital Regional da Ceilândia, onde está internada.

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