Mulher é libertada após 39 dias de sequestro

Parente de dono de grande rede de farmácias foi solta anteontem, após pagamento de resgate

Josmar Jozino, O Estadao de S.Paulo

30 de abril de 2009 | 00h00

Uma mulher foi libertada anteontem à noite de um cativeiro, após permanecer 39 dias em poder de sequestradores. Ela é parente do dono de uma das maiores redes de farmácia do País. A Secretaria da Segurança Pública, porém, se recusou a confirmar informações, alegando que os criminosos continuam soltos e podem pôr em risco a família da vítima.A vítima foi solta pelos sequestradores às 23h45 de anteontem na Rodovia dos Imigrantes. Ainda muito assustada, pegou um táxi e foi para casa, no Jardim Europa, zona sul. Os criminosos chegaram a exigir R$ 8 milhões para libertá-la. A família pagou R$ 210 mil de resgate. Uma fonte policial, que pediu para não ter o nome divulgado, disse que a mulher foi abordada na capital em 20 de março. Afirmou ainda que a vítima foi bem tratada pelos sequestradores no cativeiro e acabou libertada ilesa.Ela atua como executiva na área de Recursos Humanos da rede de farmácias e planejava se mudar para os Estados Unidos com o marido. Chegou até a fazer uma festa de despedida para os amigos. Na saída do evento, dois dias antes de deixar o País, acabou sequestrada, após deixar uma cunhada no Itaim-Bibi, também na zona sul de São Paulo.Ela estava em um carro blindado e foi dominada no retorno do Jardim Europa. No mesmo dia do sequestro, os criminosos ligaram para a família. Na primeira oportunidade, exigiram 5 milhões. Depois pediram R$ 8 milhões. No cativeiro, a vítima escreveu uma carta à família, pedindo para que o resgate fosse pago. Os sequestradores também gravaram um vídeo, com o pedido. O resgate foi pago um dia antes da libertação.OUTRA VÍTIMAOutra mulher sequestrada foi libertada anteontem à noite. A vítima C.C.P. foi solta às 19h30, na região de Campinas, no interior paulista. Nos dois casos os cativeiros não foram estourados, os resgates foram pagos e ninguém acabou preso. Na capital, os sequestros são investigados pela Divisão Antissequestro (DAS), subordinada ao Deic. Os responsáveis pelas investigações desse tipo de crime só dão informações sobre o desfecho das ocorrências quando o cativeiro é estourado e os criminosos, presos. No primeiro trimestre do ano passado, a Secretaria da Segurança Pública registrou 18 sequestros no Estado. Foram sete casos na capital, quatro na Grande São Paulo e outros sete no interior. Os números de sequestro vão ser divulgados hoje na sede da Secretaria da Segurança Pública.

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