Mulher é mantida refém desde a manhã de sábado no RS

Vigilante mantém ex-mulher como refém desde a manhã de sábado; estratégia da polícia é vencer pelo cansaço

Ricardo Valota, da Central de Notícias,

15 de fevereiro de 2010 | 04h37

A Brigada Militar negocia com Rodrigo Luziano Luz, 32, que mantém, há quase 60 horas, a ex-mulher como refém em Canoas (RS), região metropolitana de Porto Alegre. O cerco à residência nº 10 da Rua Onze, no bairro Guajuvira, começou por volta das 5 horas de sábado, 13.

 

Inconformado com o fim do relacionamento, o vigilante armou-se com um revólver calibre 38 e rendeu Josiane Pontes, de 29 anos, na noite de sexta-feira. Um cunhado do vigilante tentou invadir a residência para libertar Josiane, mas Rodrigo disparou, atingindo o queixo do rapaz, de raspão.

 

A Brigada Militar foi acionada e cercou a casa, quando ocorreram outros disparos efetuados pelo sequestrador, desta vez contra os policiais. Nenhum deles ficou ferido nem houve revide. Os filhos do casal, um menino, de onze anos, e uma menina, de oito, estavam no local quando tudo começou, mas foram liberados pelo sequestrador na manhã de sábado.

 

O Grupo de Ações Táticas Especiais da PM foi acionado e assumiu as negociações. Segundo a Brigada, o comportamento do vigilante é oscilante e, em alguns momentos, ele dá sinais de que poderá se render, mas logo volta atrás. A estratégia da Polícia é vencê-lo pelo cansaço, e uma invasão, até o momento, foi descartada.

 

O abastecimento de água e luz no imóvel estão mantidos, e a polícia afirma que vai permanecer no local o tempo que for necessário.

 

O estadao.com.br apurou gravação da conversa de negociação entre o vigilante e a brigada.

 

Ela diz que ele a tortura.

 

Josiane: Tá muito pior, ele tá me torturando.

 

Depois, o ex-cunhado pede a liberação das crianças, que neste momento ainda estavam dentro da casa.

 

Rodrigo (sequestrador): Eu vou apodrecer no inferno, vocês vão ter que me buscar no inferno.

 

Ex-cunhado: Olha, solta as crianças aí, cara...

 

Rodrigo (sequestrador): Por enquanto não vou.

 

E a conversa segue:

 

Negociador da Brigada Militar: A gente te conduz, ninguém vai te bater, ninguém tá aqui pra isso.

 

Rodrigo (sequestrador): Capaz... vocês vão me encher de bala.

 

Depois da conversa, ele soltou as crianças, uma de oito e outra de onze anos. As duas são filhas dele com a Josiane.

 

Atualizada as 12h04

Tudo o que sabemos sobre:
vigilantesequestrorefém

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.