Mulher é morta em seu carro por motoqueiros

O despachante alfandegário Aldo Antonio Ribeiro esperava a mulher para jantar. A auxiliar administrativa Eliana Fátima Alves de Oliveira deveria chegar da Unip, em Alphaville, onde cursava o quarto ano de Direito.Às 23 horas desta segunda-feira, quando o telefone tocou, Ribeiro e a filha do casal, de 17 anos, esquentavam uma pizza. Foram informados de que Eliana, de 38 anos, estava internada. Ela fora ferida com um tiro na nuca, no Jaraguá, quando voltava para casa, em seu Astra. Horas mais tarde, estava morta.Os tiros foram disparados por dois rapazes, de 23 anos, numa moto. Preso, o universitário Valmir Marques Bonfim alega que o disparo foi feito por Alexandre Sousa Alves de Oliveira, que teria se irritado com uma manobra brusca de Eliana. Ele continua foragido. A polícia ainda não sabe se o motivo do crime foi um desentendimento no trânsito ou uma tentativa frustrada de assalto. Bonfim foi preso ao pedir socorro a PMs que iam para o local do crime.Segundo policiais, os motoqueiros se aproximaram do carro quando Eliana parou num semáforo da Estrada Chica Luiza. Armados com um revólver calibre 38, os criminosos deram três tiros. Dois disparos acertaram o Astra. Um varou o vidro do lado do motorista e acertou Eliana. Desgovernado, o carro se chocou contra um barranco. De acordo com os investigadores, nada foi roubado.Ribeiro e Eliana estavam casados havia 16 anos. A auxiliar administrativa escolheu o curso de universitário para atuar na área de Direito de família. "Ela era contra homem que batia na mulher, estupro entre parentes, sonhava defender as vítimas", lembrou o marido.A segurança era uma preocupação do casal. A casa da família, no Jaraguá, tem portão elétrico, porteiro eletrônico e circuito interno de câmeras. "Tudo isso e ela acabou morta fora de casa", lamentou Ribeiro.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.