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Mulher é presa em SP suspeita de matar o próprio filho de 3 anos

Crime aconteceu na Bela Vista, região central paulistana; mãe foi presa em estado de choque

Jefferson Perleberg, especial para o Estadão

11 de maio de 2021 | 19h20
Atualizado 12 de maio de 2021 | 19h11

Uma mulher de 37 anos foi presa em flagrante por homicídio qualificado, na tarde desta segunda-feira, 10, no bairro Bela Vista, região central de São Paulo. Andréia Freitas de Oliveira é suspeita de ter matado o filho, Gael de Freitas Nunes, de 3 anos. 

Na casa onde o garoto foi encontrado moram a mãe, Andréia Freitas, Gael, de 3 anos, a irmã mais velha, de 13 anos, e uma tia-avó das crianças. No boletim de ocorrência, a tia-avó relata que deu uma mamadeira para criança por volta das nove horas da manhã e ficou com ele na sala assistindo televisão. Após alguns minutos, Gael foi para a cozinha onde a mãe estava sozinha. A tia-avó ouviu ele chorar, mas pensou que ele queria apenas o colo da mãe. Cerca de cinco minutos depois ela ouviu barulhos fortes de batidas na parede e pensou que fosse no apartamento vizinho, ao mesmo tempo que Gael parou de chorar.

Ainda segundo relato da tia-avó, depois de quinze minutos ela ouviu barulho de vidros sendo quebrados e foi ver o que estava ocorrendo, na cozinha encontrou Gael deitado de lado no chão coberto com uma toalha de mesa. Então, a tia-avó perguntou para a mãe do garoto o que havia acontecido, ela ficou de cabeça baixa e não respondeu. Percebendo que o garoto já estava sem vida, a tia-avó pediu para a irmã mais velha ligar para a emergência.

Gael foi atendido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e foi encontrado no apartamento em parada cardiorrespiratória. Então, foi levado à Santa Casa de São Paulo enquanto era reanimado pelos socorristas, o procedimento foi continuado pela equipe médica do hospital, sendo constatado o óbito na sequência.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública, a dona de casa foi encontrada pelos policiais militares em estado de choque no banheiro da casa em que mora e foi encaminhada ao Hospital Mandaqui, na zona norte paulistana. Logo após a alta, foi encaminhada à 1ª Delegacia de Defesa da Mulher, onde foi ouvida e indiciada.

Andréia foi levada à carceragem do 89º Distrito Policial e a Justiça decretou a prisão preventiva. A Polícia Civil ainda aguarda o resultado dos laudos periciais para declarar as circunstâncias da morte da criança. 

Ainda segundo o relato da tia-avó no depoimento, Andréia já foi internada quatro vezes, mas não fazia nenhum tratamento psiquiátrico, nem possuía diagnóstico confirmado.

A Secretaria da Administração Penitenciária diz que ela está agora no Centro de Detenção Provisória Feminino de Franco da Rocha, na Grande São Paulo. Segundo a pasta, ela ficou sozinha em cela de inclusão na unidade, cumprindo quarentena, tanto por causa dos protocolos de proteção contra a covid-19, quanto pelo período de inclusão rotineiro de quando alguém entra no sistema prisional do Estado. E ainda na terça-feira, às 21h, foi transferida para a Penitenciária Feminina I "Santa Maria Eufrásia Pelletier" de Tremembé.

O Estadão entrou em contato com o advogado Fábio Gomes da Costa, responsável pela defesa de Andréia Freitas de Oliveira, que informou que está trabalhando no caso, mas ainda não divulgou nenhuma hipótese de defesa para o ocorrido. Questionado pela reportagem se a mãe de Gael teve um surto psicótico, o defensor não respondeu.

Caso Henry Borel

​O caso se assemelha à morte do menino Henry Borel, de apenas 4 anos. Ele foi morto no dia 8 de março e a mãe e o padrasto são os principais suspeitos do crime. O Ministério Público do Rio (MPRJ) denunciou os dois, o vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, e a professora Monique Medeiros, mãe do menino,  por homicídio triplamente qualificado.

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