Mulher é presa por exercício ilegal da medicina no Paraná

A Polícia Civil de Ponta Grossa, a 120 quilômetros de Curitiba, no sul do Paraná, prendeu na noite de quinta-feira uma mulher acusada de atuar como médica em um hospital da cidade sem possuir autorização para o exercício profissional. Além disso, ela é acusada de falsidade ideológica por assinar receitas com o nome de uma médica de Curitiba, inclusive utilizando o número do registro dela no Conselho Regional de Medicina (CRM).A denúncia à polícia e ao Ministério Público Estadual foi feito pela médica curitibana, que recebeu a informação de farmacêuticos sobre sua suposta atividade em Ponta Grossa. Na quinta-feira, dia em que a suposta falsa médica fazia plantão no hospital, foi armado um flagrante. O marido da curitibana, que também é médico, apresentou-se como paciente e saiu com uma receita.A polícia entrou no consultório e questionou-a. Mesmo informada de que a verdadeira proprietária do CRM e do nome que ela usava estava na sala ao lado, a mulher negou-se a dar o nome verdadeiro. Somente nesta sexta ela disse chamar-se Karen Isabella Rogoni Markuesi, nome que a polícia ainda investiga. O promotor de Justiça Fuad Faraj disse que ela dava plantão no hospital há pelo menos seis meses. O pagamento por consulta era de R$ 30. Ela também fazia visita aos pacientes internados."Há clara negligência do hospital, pois é absurdo não pedir cópia do registro do CRM, documentos pessoais, currículo e carta de apresentação de algum médico conhecido", afirmou. O MPE está levantando o nome dos pacientes atendidos por ela e todos os que faleceram no período em que ela esteve trabalhando. Segundo Faraj, o hospital pode ser obrigado a pagar indenizações "A responsabilidade é clara", acentuou.A direção do Hospital Cidade divulgou uma nota em que afirma que desconhecia qualquer irregularidade no CRM, "que desabonasse a conduta profissional e ética da médica acusada". "O hospital, antes de formalizar o contrato de prestação de serviços, efetuou toda a verificação necessária e exigida legalmente, solicitando dados imprescindíveis ao exercício da profissão, tais como número do registro junto ao CRM. Na ocasião, o registro apresentou-se ativo, sem qualquer restrição", diz a nota. "Nenhum fato ou ocorrência clínica danosa a qualquer paciente foi registrado, anteriormente, contra tal profissional junto à direção do Hospital Cidade".

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