Mulher morre arrastada por carro depois de assalto no Rio

Motorista tentava escapar de tiros de bandidos e atropelou enfermeira

Pedro Dantas E Clarissa Thomé, O Estadao de S.Paulo

07 Setembro 2015 | 00h00

A enfermeira Virgínia Santana de Almeida, de 51 anos, morreu após ser atropelada e arrastada 150 metros por um carro, quando saía de casa para ir a uma aula de dança, na noite de anteontem. Henrique Santos Alves, de 28 anos, apresentou-se à polícia ontem à noite e confessou o atropelamento. Muito abalado e chorando, disse que fugia de tiros de assaltantes e não notou Virgínia. O rapaz foi indiciado por homicídio culposo (em que não há intenção de matar). Alves - aposentado por invalidez depois de ter passado por um transplante renal - contou que viu o momento em que dois assaltantes roubaram a motocicleta de um amigo. Ele decidiu seguir os assaltantes para ver onde abandonariam o veículo. Na Rua Bamboré, em Del Castilho, os criminosos pararam a motocicleta. Enquanto um deles roubava um Uno, outro teria atirado na sua direção. "Henrique disse que se apavorou, deu marcha à ré, e ?saiu voando?. Só soube (que atropelara Virgínia)horas depois, quando já estava em casa. Ele disse que ficou tão nervoso que precisou ser medicado", disse o titular da 44ª Delegacia de Polícia, Jader Amaral. A polícia ainda investiga se o caso tem relação com a série de roubos que ocorreu em quatro bairros da zona norte do Rio - Cachambi, Méier, Engenho Novo e Del Castilho. Amaral negou que tenha ocorrido um arrastão pela zona norte, conforme informaram antes testemunhas e até policiais - que relataram a ação de cerca de oito homens. "Acho que foram roubos diferentes. A rota de fuga e os horários não batem." Os vizinhos da enfermeira colocaram panos pretos nas casas. No portão de um dos prédios, um vizinho colocou a faixa "A Bamboré está de luto. A tragédia se repete", em referência à morte de João Hélio Fernandes, de 6 anos. O garoto morreu em fevereiro, após ser arrastado no carro da mãe por ladrões.

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