Mulher morre em GO após fazer tratamento para alisar cabelo

A promessa de cabelos lisos e brilhantes resultou na morte da dona de casa Maria Eni da Silva, de 33 anos, três dias após aplicar formol misturado a cremes no cabelo. A mistura alisante, através da escova progressiva, foi aplicada num salão de beleza da cidade de Porangatu, onde a mulher morava, a 426 quilômetros de Goiânia (GO).Segundo parentes da vítima e a polícia local, bastou uma aplicação para a poção mágica fazer estragos no couro cabeludo: "O irmão dela disse, no depoimento que antes de ser internada a Maria Eni sentiu coceiras, depois fortes dores de cabeça e falta de ar", relatou a delegada Cinthia Costa, que investiga o caso."Há indicações de manifestações alérgicas e mesmo de intoxicação mas desconhecemos a causa mortis", disse. A delegada recolheu nesta quarta-feira, 21, amostras dos produtos, para análises, mas depende de laudo cadavérico, do IML, para tocar as investigações. Segundo o PM Valdivino Silva, na cabeça de sua irmã, Maria Eni, surgiram caroços.A mistura de formol com cremes, é aplicada em diversos salões de cabeleireiros, é popular em Goiânia e que tem além de mulher de idade mediana jovens entre 17 anos e 28 anos sendo que boa parte deles - entre 30% e 35% - são homens.O cheiro forte do formol, que é tóxico quando inalado ou ingerido, costuma ser atenuado e até eliminado por cremes e essências. Porém, o uso de formol, acima de 0,2% no processo de alisamento de cabelos, é proibido pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).Porém, a polícia de Porangatu acredita que o produto, se foi mesmo empregado no tratamento dos cabelos de Maria Eni da Silva, teria uma alta taxa de formol, em torno de 20%, segundo informações não-oficiais.

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