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Mulher se passa por Rosinha Matheus para conseguir vaga em hospital

Ao ver o enteado com traumatismo craniano ser rejeitado por falta de vagas no Hospital do Corpo de Bombeiros, na zona norte do Rio, Rosimere dos Santos Franches, de 40 anos, não pensou duas vezes. Pegou o celular, ligou para o hospital, se fazendo passar pela governadora Rosinha Matheus (PMDB), e conseguiu a internação. Mesmo depois de desmascarada, ela insistiu na farsa. Telefonou para a 6ª Delegacia de Polícia (DP), para onde estava sendo encaminhada, e, como se fosse a governadora, pediu ao delegado Ricardo Teixeira que não registrasse nenhum boletim de ocorrência contra ela. Essa é a versão de Teixeira, que autuou Rosimeire e o marido, Rogério Lima de Menezes, de 33 anos, por estelionato, falsidade ideológica, falsa identidade e obstrução do processo. Os dois foram encaminhados a carceragem da Polícia Interestadual (Polinter), na zona norte. Eles já tinham passagem pela polícia: Rosimeire respondia a processo por estelionato e Menezes já havia sido condenado por roubo."No celular dela estavam gravados os telefones da delegacia", disse Teixeira.Ao prestar depoimento, Rosimeire ficou calada e invocou o direito de só falar à Justiça. Informalmente, no entanto, contou aos policiais que as ligações teriam sido feitas pela ex-mulher de Menezes, mãe do menino. Segundo a polícia, ela contou ter deixado o celular com a criança no hospital, para que ele ligasse em caso de necessidade. A mãe foi visitá-lo e deve ter feito as ligações, disse, em sua defesa.O relações-públicas do Corpo de Bombeiros, coronel Roni Alberto, disse que, na quarta-feira, quando o menino deu entrada no hospital, os bombeiros ficaram desconfiados com a ligação da "governadora", mas resolveram atendê-lo. "Em primeiro lugar tratamos da criança, depois, pedimos a identidade dos pais, fomos checar e descobrimos a fraude".

Agencia Estado,

10 de outubro de 2004 | 17h28

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