Mulher se passava pela irmã morta há 35 anos no interior de Santa Catarina

Investigação em Jaraguá do Sul constatou que nem os filhos sabiam a verdadeira identidade da mãe

Solange Spigliatti, Central de Notícias

20 de maio de 2011 | 17h19

SÃO PAULO - A Polícia Civil de Jaraguá do Sul, em Santa Catarina, descobriu uma mulher que se passava há quase 35 anos pela irmã que já morreu. Nem os filhos sabiam o nome verdadeiro da mãe, segundo a polícia.

De acordo com a polícia, Santalina Borges Meurer, de 63 anos, se passava pela irmã morta, Neli de Souza. A farsa foi descoberta este mês por agentes da Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher, ao Idoso (DPCAMI).

Em fevereiro, uma mulher se denominando Neli de Souza teve seus documentos furtados e foi ao Setor de Identificação de Jaraguá do Sul para providenciar novo documento. Encaminhado para o Instituto Geral de Perícia (IGP), verificou-se que as digitais coletadas eram de outra pessoa: Santalina Borges Meurer. Foi aberto um inquérito policial para investigar o caso. Após diligências e depoimentos descobriu-se que há quase 35 anos ela se passava pela irmã.

O inquérito policial indiciou Santalina por falsidade ideológica e falsa identidade. A investigação teve início em fevereiro, mas só neste mês os familiares foram localizados e, após depoimentos deles, a Polícia Civil teve a extensão da mentira de Santalina. Nem os três filhos sabiam do nome verdadeiro da mãe.

O caso. Em 1971, Santalina Ferreira Borges, ao pedido do pai, casou-se com um senhor bem mais velho que ela, e passou a se chamar Santalina Borges Meurer. Entretanto, como não vivia uma união conjugal com seu primeiro esposo, casou-se novamente em 1976, utilizando-se dos documentos pessoais da irmã Neli Ferreira Borges, que havia morrido. Ela fez isso porque não poderia se casar novamente sem estar divorciada. Santalina passou então a assumir o nome de Neli de Souza.

Outra questão apurada pela polícia é que em 1977, com a morte do primeiro esposo, a acusada utilizava seus documentos verdadeiros, como viúva, para receber o benefício do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

 

 

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