Mulher seqüestrada foge de cativeiro no litoral de SP

Depois de nove dias de cativeiro, a mulher de um empesário do ramo farmacêutico da cidade de Osasco, na Grande São Paulo, conseguiu fugir dos seqüestradores, na cidade de Mongaguá, no litoral paulista. Ela levou a polícia à casa em que era mantida refém e, mais tarde, um integrante da quadrilha foi preso. Um de seus comparsas conseguiu fugir. Policiais dos 29º BPMI vasculham a região à procura dele e de outros membros do bando.A vítima, uma mulher de 45 anos cujo nome está sendo mantido em sigilo, foi capturada pelos criminosos na porta da própria residência, também em Osasco, no último dia 31 de julho. Em telefonemas, os seqüestradores exigiram de seus familiares a quantia de US$ 1 milhão. Desde então aconteceram as negociações.No início da noite de sexta-feira, aproveitando a distração dos dois guardiões do cativeiro, a mulher pulou uma janela e fugiu. Como não conhece a cidade, procurou memorizar o caminho usado na fuga. Apanhou carona com um rapaz que a levou à delegacia.A Força Tática do 29º BPMI, comandanda pelo sargento Soares, foi designada para acompanhar a vítima de volta ao cativeiro. Depois de circularem por cerca de meia hora a mulher reconheceu uma casa da Alameda Angélica, no Jardim Guanabara. Os criminosos, porém, já haviam fugido.Já passava das 21 horas quando, vasculhando a região, os PMs avistaram um homem tentando esconder-se no matagal à margem da Rodovia Pe. Manoel da Nóbrega. Iniciada a perseguição, ele saltou o muro de várias casas até ser apanhado pelo sargento e os soldados André, Jesus e Aquiles.Reconhecido pela vítima, admitiu ter participado do seqüestro em Osasco e tê-la levado àquela casa, que pertence a seu tio, onde passou alguns finais de semana com os comparsas planejando este e outros crimes semelhantes. O seqüestrador foi identificado como Anderson da Silva, de 20 anos, conhecido por "Juca". Ele não tinha passagens pela polícia.Agentes da Delegacia Anti-Seqüestro de Osasco foram buscá-lo no litoral e já conseguiram prender um dos comparsas.A vítima, segundo a polícia, não sofreu lesões, mas está bastante debilitada pois os criminosos a alimentavam apenas um vez por dia.

Agencia Estado,

09 de agosto de 2003 | 06h29

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