Mulher simulou o próprio seqüestro

Em menos de um mês, a polícia de Ribeirão Preto enfrentou outro comunicado falso de seqüestro, que terminou registrado como tentativa de extorsão e três prisões. A revelação do desfecho ocorreu no início da noite de desta terça-feira, um dia depois da falsa comunicação de seqüestro e pedido de resgate.Katiúcia Michele de Freitas, de 25 anos, confessou que simulou o próprio seqüestro para tirar dinheiro do empresário do ramo de automóveis João Carlos Scaranello, de 38, com quem vivia havia cinco anos. O Grupo Anti-Seqüestro (GAS), da Polícia Civil, foi avisado por Scaranello na manhã desta terça-feira.Ele havia recebido três telefonemas, pedindo um resgate de R$ 350 mil. Numa das ligações, foi informado de que seu carro, um Audi A3, que estava com Katiúcia, havia sido abandonado numa rua do Jardim Independência. Ele encontrou o veículo com os documentos da mulher em seu interior.No final da tarde desta terça-feira, Scaranello recebeu telefonema da mulher, que dizia ter sido libertada na Rodovia Anhangüera. Levada ao 2º Plantão Policial, ela contou uma versão que não convenceu e, na segunda, revelou que havia sido levada como refém por um casal de amigos e ficado à noite num motel.O mecânico Wilson de Oliveira Molina, de 41 anos, e sua ex-mulher, a costureira Rosemeire Pimenta Miguel, de 35, confirmaram tudo e foram presos em flagrante. Molina está no Centro de Detenção Provisória (CDP), e as duas mulheres foram para o presídio feminino de São Simão.No dia 20 de fevereiro, o adolescente A.S.R., de 16 anos, de origem humilde, chamou a atenção da polícia de Ribeirão Preto ao afirmar que havia sido seqüestrado, levado até Franca e sido libertado sem que a família pagasse os R$ 50 mil pedidos pelo resgate.Entrou em contradições no depoimento e não conseguiu sustentar a farsa, revelando que havia similado tudo sozinho, inclusive indo de ônibus para Franca e rasgando a própria roupa.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.