Mulher vendia linhas a presos

Funcionária de empresa telefônica, Tatiane Mello de Jesus foi presa, ontem, em Santo André, acusada de vender linhas telefônicas para presidiários. Nos últimos cinco meses, ela teria liberado 44 linhas para presos. Ela foi flagrada por policiais e promotores quando liberava mais uma linha. A fraude foi descoberta há um ano e causou um prejuízo de cerca de R$ 1 milhão. Cada linha era vendida por R$ 70. A funcionária liberava a linha do computador que usava na empresa. Quem ligasse para o número liberado tinha a chamada redirecionada automaticamente para o celular do preso. Geralmente esses números eram usados por traficantes. Um dos presos que utilizava o esquema era o marido de Tatiane, Wilson Batista, condenado por roubo e preso em Irapuru. Em uma das conversas gravadas, Tatiane cobra linhas de um preso. Ela informa ao cliente que ele adquiriu nove linhas por R$ 630 e que ele pagou duas e devia R$ 480. Os próximos passos da investigação são os de procurar identificar outras pessoas envolvidas no esquema.

José Dacauaziliquá, O Estadao de S.Paulo

30 Outubro 2008 | 00h00

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