Mulher vota no lugar da mãe falecida

A doméstica Ednéia Aparecida Ferreira, de 45 anos, votou no lugar da mãe, Benedita Cardoso Ferreira, já falecida. Apesar de a lei prever detenção nestes casos, o voto foi validado. O delegado que registrou a ocorrência entendeu o ato como um engano da eleitora. A Justiça Eleitoral vai investigar se houve má-fé.Ednéia usou o título da mãe para votar na 80ª seção da 267ª zona eleitoral, na escola estadual Alim Gabriel Atique, zona Norte de São José do Rio Preto, interior de São Paulo.A eleitora chegou às 9 horas na 81ª seção, onde costuma votar, mas foi avisada para ir à 80ª seção, ao lado. Assinou o comprovante, mas percebeu que o espaço era destinado à assinatura da mãe e avisou os mesários. Eles chamaram a polícia e Ednéia foi levada ao 6º Distrito Policial.Ao delegado Domingos José Marcos, a doméstica disse que pegou o título errado, o da sua mãe, morta em fevereiro deste ano, e não percebeu a troca. De acordo com Marcos, apesar de a legislação prever a detenção de quem vota em lugar de outra, o caso se tratou mesmo de um descuido da doméstica e por isso decidiu liberá-la."O problema é que o sistema de votação permite esse tipo de erro, porque o título não tem foto. Se alguém quiser votar em lugar de outro pode, é só ter a assinatura semelhante", comentou o delegado. "Por isso, entendi que a culpa não é da doméstica, mas da falha do sistema", completou.O cartório eleitoral informou que o voto dado em nome da mãe foi considerado válido e serviu para substituir o voto da doméstica, que não precisou votar duas vezes. A Justiça Eleitoral vai apurar se a doméstica usou de má-fé na votação.

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