Mulheres de PMs continuam acampadas em Curitiba

A forte chuva que caiu esta tarde em Curitiba não foi capaz de retirar as mulheres de policiais militares que acamparam em frente a portões do Comando Geral e do 13º Batalhão da Polícia Militar em Curitiba. "Vamos permanecer até termos uma resposta", disse Ilsilene Maria de Paula, uma das coordenadoras do movimento. Segundo ela, cerca de 30 mulheres têm permanecido continuamente nos bloqueios, com trocas feitas de tempos em tempos. O governo do Estado propôs uma correção salarial dos policiais, que seria incorporada como gratificação, mas escalonada em três vezes (janeiro de 2003, 2004 e 2005). As correções variam de 24% a 130%, dependendo do soldo base. As mulheres rejeitaram a proposta. Algumas aceitam o escalonamento em prazos menores, enquanto outras dizem que só encerram o movimento se for oferecido 120% para todos os policiais.Segundo o chefe da Comunicação Social da PM, tenente-coronel David Antônio Pancotti, o policiamento foi "basicamente normalizado" hoje em Curitiba. Ele disse que houve um princípio de manifestação também em Paranaguá, no litoral do Estado, na tarde de ontem, mas já tinha sido desfeito. O governador Jaime Lerner (PFL) informou, por meio da assessoria de imprensa, que a proposta do governo é o "aumento possível e que respeita a Lei de Responsabilidade Fiscal".

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