Mulheres de PMs denunciam "tortura psicológica"

As mulheres dos 16 policiais militares suspeitos de ligação com o assalto ao quartel da Polícia Militar do Jardim Aeroporto, zona sul, visitaram nesta quinta-feira pela primeira vez os maridos - detidos desde segunda-feira, após o roubo de 27 armas da unidade. Elas denunciaram que os PMs estão sob tortura psicológica para confessar participação no caso ou delatar algum suspeito.As mulheres disseram que os presos estão sendo mantidos em salas, sentados em cadeiras, onde ficam acordados até de madrugada. Refeição e banho dependem de autorização. Elas não quiseram ser identificadas.Para a maioria, os PMs seviram de bode expiatório. "Acho que tem gente grande da polícia envolvida", disse uma mulher. Ela afirmou que o marido está na PM há mais de 20 anos e nunca teve a "ficha suja".Nervosa, outra mulher disse que o marido trabalha na PM há quase 30 anos. "Ele está muito triste porque sabe que, pela primeira vez, mesmo sem dever, terá o prontuário manchado." Segundo ela, o marido estava fora do quartel na hora do roubo. "Ele só tinha de abastecer o carro lá."

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