Mulheres de PMs encerram movimento no PR

As mulheres de policiais militares do Paraná decidiram dar uma trégua de 60 dias para o governo do Estado. Elas desmontaram os acampamentos que bloqueavam as entradas de batalhões hoje pela manhã. "Se percebermos que nada está sendo feito para atender nossas reivindicações, a gente retorna mais organizada", prometeu Isabel Neves, uma das líderes do movimento.A manifestação começou no dia 15, em Londrina, onde policiais deram as costas para o comandante do batalhão, tenente-coronel Máximo Fim. No dia seguinte, vários batalhões em todo o Estado já estavam com as entradas interditadas, impedindo que os policiais saíssem para trabalhar. Como os policiais são proibidos de fazer paralisações, as mulheres resolveram fazer o protesto.O pior momento aconteceu em Curitiba, quinta-feira, quando as mulheres de dois policiais foram presas. Os policiais, que se mantinham parados e calados, também saíram às ruas para protestar. As comunicações com os rádios das viaturas foram prejudicadas e o centro de abastecimento foi interditado. Na sexta-feira, o governo prometeu punir, inclusive com a demissão, e ganhou uma liminar na Justiça, que determinava retorno imediato ao trabalho e multa pelo não cumprimento da decisão.Na segunda-feira, o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Gilberto Foltran, tornou-se o interlocutor das mulheres e conseguiu a promessa de pagamento de horas extras, menos tempo para as promoções e garantia de que os policiais não pagarão mais pelos danos causados a viaturas em acidentes.Em 60 dias, também será apresentado um estudo sobre o código de vencimentos, que pode se transformar em projeto-de-lei. Sobre a principal reivindicação, a gratificação PM especial, que aumenta em até 38% os salários, o governo manteve a negativa, alegando não haver recursos e nem permissão, pela Lei de Responsabilidade Fiscal, para assumir mais esse ônus.

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