Mulheres e jovens, primeiros alvos do programa Cidade de Deus

As primeiras ações para o programa de prevenção e combate à violência na Cidade de Deus, no Rio,foram definidas. Será promovido um curso de capacitação para mulheres, um programade primeiro emprego para jovens e construído um centro multimídia.Essas medidas serão tomadas independentemente das metas traçadas pelo grupo de trabalho formadopara organizar o projeto, no dia 31, no Rio. ?Há medidas óbvias e projetos consensuais, como o do centro?, afirma o secretário nacional de Segurança Pública, Luiz Eduardo Soares.O principal objetivo do centro multimídia, diz Soares, é obter o engajamento dos jovens ao projeto desde o primeiro momento. Esse interesse atende a um dos apelos feitos por moradores da Cidade de Deus, queforam ouvidos pelos idealizadores do programa. ?Eles enfatizaram a importância doprotagonismo dos jovens da comunidade no desemvolvimento do projeto?, contou.A secretária municipal de Habitação do Rio, Solange Amaral, que esteve nesta quinta-feira comSoares, calcula que parte das atividades poderá começar no próximo mês. Nesta quinta, Soares convidou integrantes de várias áreas do governo para participar do projeto. Já ficou acertado que o Ministério da Cultura, o Ministério de Ação Social e o das Cidades participarão do trabalho, além das secretarias de Direitos Humanos e da Segurança.Os ministérios da Educação e do Esporte também serão convidados para participar do trabalho. A ministra-adjunta das Cidades, Ermínia Maricato, consultada nesta quinta por Soares, afirmou que o ministério irá participar do trabalho.Na primeira reunião, pretende convidar pesquisadores da Universidade de São Paulo que realizam com ela um projeto de resgate de cidadania e melhoria de condições urbanísticas em áreas de grande violência na cidade de São Paulo. ?A idéia é muito semelhante à da proposta feita para Cidade de Deus?, afirma.O programa, financiado pelo Banco Mundial, fez uma análise de três bairros que sedestacam pelo alto grau de violência: Cidade Tiradentes (zona leste), Vila Brasilândia(zona norte) e Jardim Ângela (zona sul).?Detectamos problemas graves, que exigiam ações de curto, médio e longo prazo.?Entre as falhas comuns detectadas estavam a ocupação de áreas públicas de lazer pormoradias irregulares, a alta concentração de pessoas dividindo o mesmo cômodo,geralmente sem condições adequadas de iluminação e insolação. ?No trabalho em SãoPaulo, vimos que é preciso um plano simultâneo de construção de novas casas,desocupação de áreas, além de criar espaços de convivência.?Depois da reunião com Soares, a secretária municipal de Trabalho do Rio e o secretário de Renda, Marcelo Garcia, reuniram-se com o consultor Jurídico do Ministério da Justiça, LuizArmando Badim. Eles discutiram a participação das associações de moradores e das prefeituras noprocesso de regularização de propriedade em áreas urbanas invadidas.A participação das comunidades está prevista em uma minuta de decreto que está em estudo no Ministério da Justiça. A iniciativa gerou mal-estar com o Ministério das Cidades, também encarregado do programa de regularização das áreas ocupadas. Nesta quinta-feira, equipes dos ministérios têm uma reunião para discutir os termos do decreto. Veja o índice de notícias sobre o Governo Lula-Os primeiros 100 dias e os ministérios

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