Mulheres já procuram tanto as oficinas quanto os homens

Entre 2008 e 2009, elas passaram de 33% para 48% da clientela das mecânicas, que tiveram de se adaptar

Fernanda Aranda, O Estadao de S.Paulo

28 de maio de 2009 | 00h00

Ambiente hostil que sempre afastou o público feminino, as oficinas mecânicas já não aterrorizam mais as mulheres. Pesquisa feita pela Central de Inteligência Automotiva (Cinau) mostra que é crescente a presença delas nos estabelecimentos. Em janeiro de 2008, elas representavam 33% da clientela. No mesmo mês deste ano, o índice subiu para 48% .O fato é que as mulheres já deixaram de ocupar exclusivamente o posto de copiloto há tempos. "E para elas o apelo da segurança é forte", diz o diretor da Cinau, Cassio Hervé. "Além do temor de o carro quebrar e elas ficarem sozinhas no meio da rua, tem a questão de transportar os filhos. Por isso, são mais prudentes."Hervé diz que a chegada da clientela feminina fez as oficinas também mudarem a forma de recebê-la. As fotografias de "mulheres bonitonas" já não são mais bem-vindas nas paredes e a limpeza se tornou indispensável. De olho nas mulheres, uma das concessionárias da BMW, na zona oeste de São Paulo, criou um serviço de oficina personalizado para elas. Lá, na sala de espera, fica uma lojinha de artigos da marca, com camisetas, bonés e tênis, para entreter as mulheres, enquanto esperam o orçamento. "Muita cliente vem aqui e entende bem mais de carro do que o marido", diz o consultor de serviço Paulo Amadeu.A relações-públicas Ana Candida Galvão, de 29 anos, foi uma das que levaram o veículo à oficina personalizada. "Primeiramente, vim com o meu pai, porque morria de medo de ser enganada", conta. "Agora já me sinto segura para vir sozinha." Apaixonada por carro, ela é adepta da manutenção preventiva "por amor", diz. "Morro de ciúme do meu carro. Por isso, cuido bem dele."

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