Mulheres vítimas de violência terão abrigo em São Paulo

A Prefeitura de São Paulo vai criar um abrigo municipal para mulheres vítimas de violência doméstica que correm risco de vida. O local terá espaço para atender 30 pessoas - incluindo os filhos das vítimas - e dará suporte jurídico para que sejam tomadas providências contra os agressores.Segundo a psicóloga Lenira da Silveira, do Centro Municipal de Referência a Mulheres em Situação de Risco Eliane de Grammont, a Prefeitura pretende pôr o serviço à disposição da população a partir da próxima quinta-feira. O endereço do abrigo não será divulgado para manter a segurança das vítimas.Os últimos detalhes do funcionamento do abrigo estão em acerto na Coordenadoria Especial da Mulher, órgão criado pela prefeita Marta Suplicy (PT). "O abrigo será como o serviço de proteção à testemunha. Só serão atendidos casos extremos", afirmou Tatau Godinho, que chefia a coordenadoria.As mulheres que se sentirem ameaçadas pelos maridos terão de procurar o Centro Eliane de Grammont, que analisará os casos e, se necessário, fará o encaminhamento para o abrigo. As vítimas precisam morar na capital, não ter parentes a quem recorrer, ter filhos com menos de 14 anos e não apresentar problemas graves de saúde. O tempo máximo de permanência na casa será de quatro meses. O abrigo será batizado de Helenira Resende de Sousa Nazaré, em homenagem à guerrilheira morta em 1972, durante o regime militar.

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