Multas da PM: no 1º mês, celular é o vilão

Policiais registram 36.152 infrações e apreendem 422 veículos

Jones Rossi, O Estadao de S.Paulo

27 Outubro 2007 | 00h00

Dirigir enquanto fala ao celular aparece como infração campeã do primeiro mês de funcionamento do novo Programa de Policiamento de Trânsito realizado pela Polícia Militar na capital paulista. Foram aplicadas 36.152 multas entre os dias 25 de setembro e 25 de outubro. O programa entrou em funcionamento com 1.375 policiais atuando em mais de mil pontos da cidade, para reduzir o crime em cruzamentos perigosos e melhorar a fluidez de tráfego. Das 36.152 multas, 17.437 são relativas a infrações estaduais. As outras 18.715 infrações são municipais. No campo das estaduais, o que mais foi visto foram falta de licenciamento, dirigir sem carteira de habilitação e trafegar sem documentos de porte obrigatório. CINTO DE SEGURANÇA Entre as infrações de trânsito municipais, as campeãs, além de dirigir o veículo falando ao celular, são dirigir sem o cinto de segurança e conduzir a motocicleta sem capacete. Na parte criminal, houve apreensões de droga e até a captura de foragidos nas primeiras posições. No total, foram autuados 29.115 condutores nesse período e a polícia fiscalizou 1.798 veículos e 993 motos. Houve apreensão de 50 carteiras de habilitação vencidas e 422 veículos sem licenciamento. A polícia ainda não tem todos os dados relativos ao primeiro mês de funcionamento do programa, mas considera que o balanço deverá ser positivo. "Tenho a convicção de que sim. Tivemos um retorno grande da população por meio de e-mails e cartas de pessoas satisfeitas. Houve uma melhora sensível na percepção de segurança, com mais policiais na rua", afirmou o tenente Emerson Massera, chefe da Seção de Estatísticas da Divisão de Operações. COMPARAÇÃO O número de multas emitidas pelos 1.350 policiais do programa ainda está abaixo do número emitido pelos agentes da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), que em setembro aplicaram 143.108 multas - com a ação de 1.800 marronzinhos. Para o especialista em trânsito Luiz Célio Bottura, isso é normal. "A preocupação da polícia não se resume ao trânsito, como ocorria com os agentes da CET."

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