Prefeitura Municipal de Bom Jesus do Itabapoana
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Municípios fluminenses têm milhares de desalojados e um desaparecido devido às enchentes

Chuvas nas regiões norte e nordeste do Rio de Janeiro deixaram famílias ilhadas; equipes de resgate buscam um jovem de 19 anos, que desapareceu no sábado quando mergulhava no Rio Muriaé, em Itaperuna

Daniela Amorim e Marcio Dolzan, O Estado de S.Paulo

26 de janeiro de 2020 | 15h03

RIO DE JANEIRO - Milhares de pessoas ficaram desabrigadas ou desalojadas em decorrência das chuvas nas regiões norte e noroeste do Rio de Janeiro. Agentes do Corpo de Bombeiros trabalhavam neste domingo, 26, no resgate das famílias ilhadas pelas enchentes e elevação do nível de rios que transbordaram em diferentes municípios.

Segundo os bombeiros, os locais mais afetados foram as regiões dos municípios de Bom Jesus do Itabapoana, Itaperuna e Porciúncula. As equipes de resgate buscam um jovem de 19 anos, que desapareceu neste sábado, 25, quando mergulhava com amigos no Rio Muriaé, em Itaperuna.

No município de Bom Jesus do Itabapoana, há 1.100 pessoas desalojadas e 270 desabrigadas. O município enfrentava neste domingo o terceiro dia sem abastecimento de água, interrompida pelo transbordamento do Rio Itabapoana. Embora as condições meteorológicas na cidade tenham melhorado, o nível do rio continua subindo, por conta das cheias na cabeceira, informou o sargento Roberto Oliveira Júnior, coordenador da Defesa Civil municipal.

“Tem muitas pessoas ilhadas ainda. Estamos fazendo o resgate com embarcações do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil municipal. Tivemos também queda de barreiras, alguns pontos ficaram isolados”, explicou o coordenador da Defesa Civil de Bom Jesus do Itabapoana.

O município registrou mais de 50 deslizamentos, que atingiram casas e interditaram ruas.

“Graças a Deus ninguém ficou ferido”, afirmou Oliveira Júnior. “Estamos focando em ajuda humanitária agora”, frisou o sargento, fazendo um apelo por doações de água potável.

No município de Campos dos Goytacazes, a chuva provocava transtornos desde a tarde de quinta-feira, 23. Equipes da Defesa Civil municipal atenderam chamados para alagamentos, queda de árvore e transbordo do Canal da Onça. Até a noite deste sábado, seis famílias estavam desalojadas em Santo Eduardo. Outras 20 famílias eram monitorada e poderiam ser levadas para um abrigo provisório, em caso de aumento do nível do canal.

Retroescavadeiras foram usadas para remover a lama na cidade. O nível do rio Muriaé subiu na tarde deste sábado, 25, chegando a transbordar perto da localidade de Três Vendas. As equipes municipais instalaram sacos com areia para tentar conter o transbordo em alguns pontos.

A elevação do nível das águas do Rio Muriaé deixou vários municípios em estágio de alerta nos últimos dias, entre eles Itaperuna. A prefeitura local emitiu alerta na última quinta-feira, 23, recomendando que os habitantes que moram em edificações que ficam debaixo ou sobre barrancos procurassem alojamento na casa de parentes ou vizinhos.

Destinação de recursos

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), anunciou neste domingo, 26, que o Estado irá destinar R$ 23 milhões para auxiliar as áreas atingidas pelas fortes chuvas nas regiões norte e noroeste fluminense. Ao todo, oito cidades foram inundadas após dois rios transbordarem. Cerca de seis mil pessoas estão desalojadas.

O montante que será destinado para o combate aos estragos ocorridos pelas chuvas serão destinados, em sua maior parte, à Defesa Civil e à Secretaria de Desenvolvimento Social. “São R$ 10 milhões para a Defesa Civil e R$ 10 milhões para a Secretaria de Desenvolvimento Social. Estamos aqui pra evitar que esse caos volte a acontecer novamente no ano que vem e trabalhar para que nós possamos atender, neste momento, as pessoas que estão precisando mais”, declarou o governador.

“O estrago foi muito grande na região. Determinei ao secretário de Saúde, Edmar Santos, que destine mais R$ 3 milhões para atender possíveis situações de doença posteriores às enchentes”, pontuou Witzel. O valor será destinado para a compra de medicamentos e outros materiais, já que há o risco de proliferação de doenças.

Witzel sobrevoou as cidades do norte e do noroeste fluminense no início da tarde. Depois, reuniu-se com o prefeito da cidade de Porciúncula, uma das mais afetadas pelas inundações.

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