MARCOS DE PAULA/ESTADÃO
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Munições desaparecem de companhia da PM na zona sul do Rio

A 1ª Companhia Independente da PM, de onde objetos sumiram, é responsável pela segurança do Palácio Guanabara

Fábio Grellet, O Estado de S. Paulo

22 Outubro 2015 | 19h45

Atualizada às 20h25

RIO - Cerca de 2.500 munições desapareceram da sede da 1ª Companhia Independente da Polícia Militar, que fica no Morro Mundo Novo, em Laranjeiras (zona sul do Rio), e é responsável pela segurança do Palácio Guanabara, sede do governo do Estado do Rio, no mesmo bairro.

O sumiço foi constatado em 9 de setembro e divulgado nesta quinta-feira, 22, pelo corregedor-geral da Polícia Militar do Rio, coronel Victor Yunes. Ele entregou um relatório sobre o sumiço de armas e munições à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Armas, realizada pelos deputados estaduais na Assembleia Legislativa do Rio.

A 1ª Companhia Independente tem cerca de 200 agentes e, além do Palácio Guanabara, também é responsável pelo policiamento do Palácio Laranjeiras, residência oficial do governador do Rio, e da casa de veraneio, situada na Ilha de Brocoió, no arquipélago de Paquetá, na Baía de Guanabara.

A informação sobre o sumiço surpreendeu o presidente da CPI, Carlos Minc (PT): "Isso mostra a vulnerabilidade do sistema até ao lado do governador. A precariedade é muito grande", afirmou.

Em nota, a PM informou que "há um inquérito instaurado pela unidade em setembro deste ano a fim de apurar o fato, ou seja, (concluir) se houve falha administrativa (consumo de munição não lançado corretamente durante as instruções) ou se de fato houve extravio. Este IPM está em andamento".

Ainda segundo o corregedor, desde 1993, 457 armas da Polícia Militar desapareceram. Em nota, a PM informou que "para cada suspeita de extravio desse conjunto de armas houve a devida instauração de procedimento apuratório (em alguns casos foi concluído que houve erro de controle interno). Em 2012 a Corregedoria Interna da PM instaurou um inquérito para verificar se houve relação entre os casos de suspeita de extravio dessas armas, ou seja, se o mesmo policial pode ter envolvimento em mais de um caso".

O relatório entregue à CPI informou ainda que 854 armas, 8.053 munições e 322 coletes à prova de balas desapareceram de empresas de segurança particular entre 2011 e 2015. "Seguramente, a maior parte dessas armas foi parar na mão do tráfico ou da milícia", afirmou Minc.

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