Musas se preparam para a folia em São Paulo

Rainhas de bateria e outras beldades contam como é a preparação para o grande dia no Anhembi

Marcela Spinoza, Jornal da Tarde

30 de janeiro de 2008 | 12h50

Conciliar a vida profissional e pessoal com os compromissos carnavalescos que antecedem a entrada no sambódromo não é tarefa fácil para as musas das escolas de samba. É prova de roupa, teste de maquiagem, ensaios nas quadras e no Anhembi, além de muita malhação. Apesar da correria, elas garantem que o sacrifício vale a pena.  Sabrina Sato é uma das beldades que têm de conciliar a agenda profissional com o desfiles marcados pelas escolas de samba. Destaque de chão da Gaviões da Fiel e da Salgueiro, no Rio, a apresentadora está há 10 dias sem lixar os pés para não se machucar nos desfiles. "Vou fazer o teste", disse. Na contramão das musas de outras agremiações, Sabrina está sem malhar há dois meses. "Não tenho tempo porque estou com uma agenda pesada de gravações. Mas, entre hoje e amanhã, voltarei a treinar." Sabrina aproveitou a brecha entre os compromissos para fazer drenagem linfática e, à noite, ela foi à quadra da Gaviões para fazer a última prova da fantasia e treinar um pouco mais o rebolado. "Essa é a roupa mais cara de todas as que eu já usei. Ela será em tons dourados e laranja, representando a energia, e cheia de pedras de cristais." Sabrina desfila em São Paulo na sexta e domingo no Rio. "É corrido, mas estou preparada para ajudar as escolas a ganharem o campeonato", afirmou. A rainha da bateria da Rosas de Ouro há dois anos, Ellen Roche, também teve de se render a essa maratona. Durante a manhã de terça, Ellen provou pela primeira vez a roupa do desfile. "Era para ter feito a prova semana passada, mas estava viajando a trabalho." Ela garantiu que tudo estará pronto até sexta, dia do desfile. "Os ajustes foram feitos com a roupa no corpo." Apesar do segredo, ela disse que a fantasia representa a essência e o frescor dos perfumes - tema da escola. Para Ellen, cruzar o sambódromo exige malhação típica de atletas. "Um bom condicionamento físico é fundamental para não chegar ao fim da apresentação com a língua de fora." Ela corre de três a cinco quilômetros e pratica uma hora de musculação três vezes por semana. "Intensifiquei a quantidade do peso para proteger os joelhos", diz. Mesmo assim, para ela a preocupação maior é com o coração: "é uma emoção muito grande, ainda mais quando se desfila com o coração da escola batendo atrás de você".

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