Museu faz 25 anos e apresenta trens restaurados

Maior museu do mundo em extensão preservada e terceiro maior em quantidade de veículos aptos para operar, a Via Férrea Campinas-Jaguariúna comemora neste sábado 25 anos de fundação com a exibição de 24 locomotivas restauradas. O passeio em algumas delas será restrito aos sócios e funcionários de empresas colaboradoras. Mas os moradores poderão conferir a exposição das máquinas, a partir das 9 horas, na Estação Carlos Gomes. O museu surgiu a partir da iniciativa do engenheiro agrônomo Patrick Dollinger, que pediu a doação de material em desuso para a recém-criada Ferrovias Paulistas S.A. (Fepasa), nos anos 70. A Fepasa cedeu em comodato por 100 anos o trecho desativado entre Campinas e Jaguariúna. Em setembro de 1977, em anúncio publicado no Estado, Patrick convocou interessados para formar uma associação de preservação férrea. Sérgio Romano e Juarez Spalletta responderam e os três criaram a Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF). O primeiro passo foi recolocar trilhos e remover o mato que cobria o trecho de 25 quilômetros, em que estão cinco estações: Anhumas, Pedro Américo, Tanquinho, Desembargador Furtado e Carlos Gomes. Há desde máquinas do fim do século 19, movidas a vapor e feitas de ferro e madeira, até as utilizadas nos anos 70, a óleo diesel e de aço. De terça a sexta, a viagem de ida e volta pelos 25 quilômetros é aberta só a estudantes. Sábados, às 10 horas, e domingos, às 10 e 14 horas, visitantes pagam R$ 20 para percorrer o trajeto todo ou R$ 13 até Tanquinho. Informações: (19) 3207-3637

Agencia Estado,

21 de dezembro de 2002 | 02h47

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.