Músico que estrangulou amiga no Rio vai a júri popular

Bruno é acusado de homicídio duplamente qualificado por assassinato de garota de 18 anos

Julia Baptista, da Central de Notícias,

05 de agosto de 2010 | 22h56

SÃO PAULO- O músico Bruno Kligierman Melo, acusado de matar por estrangulamento a estudante Bárbara Chamun Calazans Laino, que tinha 18 anos, vai a júri popular. A decisão, tomada nesta quinta-feira, 5,  foi do juiz Fábio Uchôa Montenegro, da 1ª Vara Criminal do Rio de Janeiro. Em 24 de outubro do ano passado, o músico estrangulou a estudante no apartamento dele, no Catete, zona sul do Rio.

 

À época, Bruno, que tinha 26 anos, disse que usou crack antes de discutir com Bárbara e admitiu ter bebido e usado drogas na noite anterior ao crime e alegou não se lembrar do que fez depois. Ele vai continuar preso até o seu julgamento. A data ainda será marcada.

 

O músico foi denunciado pelo Ministério Público por homicídio duplamente qualificado: crime praticado com emprego de meio cruel (asfixia por estrangulamento) e com recurso que dificultou a defesa da vítima. Segundo o MP, Bruno se aproveitou do fato de Bárbara ter ido desacompanhada à casa dele, não podendo a jovem imaginar que seria atacada em tais circunstâncias, até por ser fisicamente mais fraca, não havendo sequer oportunidade para chamar por socorro.

 

Laudo de exame de sanidade mental realizado por uma psiquiatra do Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico Heitor Carrilho concluiu que Bruno Kligierman era, por ocasião dos fatos, "inteiramente capaz de entender o caráter ilícito do fato e inteiramente capaz de determinar-se de acordo com esse entendimento." A defesa do músico tentou impugnar o laudo, mas não obteve sucesso.

 

Ainda de acordo com a decisão, a manutenção da prisão de Bruno Kligierman se faz necessária para garantia da ordem pública e a segurança das testemunhas, como também para evitar uma possível fuga .

 

 

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