Mutirão vai acelerar emissão de documentos para ganenses no RS

PF deve receber nesta terça-feira, 22, pedido de refúgio dos 50 ganenses que estão na fila de espera em Caxias do Sul. Eles entraram no País com visto para a Copa do Mundo

Elder Ogliiari, O Estado de S. Paulo

21 de julho de 2014 | 19h42

PORTO ALEGRE - Um mutirão da Polícia Federal, Ministério do Trabalho, prefeitura de Caxias do Sul e governo do Rio Grande do Sul vai acelerar a emissão de documentos para os ganenses que estão na cidade da serra gaúcha à espera de refúgio e emprego no Brasil.

A decisão foi tomada nesta segunda-feira, 21, por representantes de quatro ministérios do governo federal (Justiça, Relações Exteriores, Trabalho e Desenvolvimento Social e Combate à Fome), duas secretarias do governo do Estado (Justiça e Trabalho e Desenvolvimento Social) e o município de Caxias do Sul, em reunião comandada pelo prefeito Alceu Barbosa Velho (PDT). Neste domingo, o Estado mostrou a situação dos ganenses que chegaram ao Brasil com visto para a Copa buscando uma nova vida (clique aqui para ler).

A Polícia Federal deve receber já nesta terça-feira, 22, o pedido de refúgio dos 50 ganenses que estão na fila de espera. Com o protocolo, eles poderão pedir a emissão da Carteira de Trabalho. Graças à mobilização, não precisarão esperar 20 dias pelo documento, mas apenas cinco. Ao mesmo tempo, encaminharão seus nomes e habilitações ao Sistema Nacional de Emprego para serem preencher demandas que venham a ser apresentadas por empregadores nas próximas semanas.

Dos 1.132 ganenses que ficaram no Brasil depois de desembarcar com visto de turista para a Copa do Mundo, 380 viajaram a Caxias do Sul para apresentar pedido de refúgio. Outras centenas estão em Criciúma (SC) e São Paulo. Nem todos os que foram para a cidade gaúcha obter documentos ficaram. A maioria foi para outras cidades procurar trabalho. Um grupo de cerca de cem pessoas ainda está abrigado no Seminário Diocesano Nossa Senhora Aparecida, ofertado pela Igreja Católica. Metade já tem documentos e espera por emprego. A outra metade será atendida pelo mutirão.

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