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Na Alemanha, Uber se alia a taxistas

Empresa se estabeleceu como um serviço regular e passou a agir em conjunto com taxistas; tecnologia ajuda a encontrar passageiros

Jamil Chade, O Estado de S. Paulo

28 Agosto 2015 | 11h42

GENEBRA - O Uber encontrou uma forma de driblar a resistência dos taxistas e, na Alemanha, decidiu se unir ao setor para operar. Na contramão dos protestos pela Europa, os motoristas de táxi de diversas cidades alemãs passaram a usar o aplicativo e até fazer publicidade sobre o sistema. 

Em meados do ano passado, a Justiça da Alemanha foi uma das primeiras a decretar o Uber como ilegal. Em setembro, porém, a empresa encontrou uma forma para continuar a operar. Ela se estabeleceu como um serviço regular e, em cooperação com os táxis já existentes, passou a agir em conjunto. O sistema é o mesmo para o usuário. Mas quem o atende é um taxista regularizado.

Conhecido como Ubertaxi, a empresa é obrigada a cumprir as regulamentações como qualquer outra empresa de táxis.

O sistema começou em Berlim e Hamburgo, mas hoje já está espalhado por mais de dez cidades. O mesmo acordo já existe em Londres e Nova Iorque e consiste em tornar os taxistas aliados do aplicativo. 

Se para o usuário o sistema continua sendo mais barato que os valores normais de uma corrida, a empresa garante que os taxistas também ganham. O serviço permite que o motorista regular possa usar a tecnologia para encontrar um passageiro mais próximo, evitando que tenha de aguardar horas em filas ou em pontos vazios. Segundo o Uber, isso significa uma renda maior no final de cada dia, o que compensaria os preços mais baixos. 

O resultado da aliança já começou a dar resultados e, segundo a companhia, são hoje os próprios taxistas que fazem publicidade do sistema para os usuários e pedem que os passageiros adotem a tecnologia. 

Para a empresa, passou a ser uma prioridade "adaptar nosso serviço às leis". A declaração foi dada depois que a Justiça baniu o sistema de todo o país. "Continuamos convencidos de que deve haver um diálogo aberto sobre como as atuais leis do Ato de Transporte da Alemanha devem ser adaptadas para incluir as possibilidades técnicas do século XXI ", disse o Uber, em um comunicado. 

Na Alemanha, a empresa mantinha 1,6 mil motoristas antes de ser suspensa. Mas continua a apontar para 50 mil usuários. 

Pela Europa, o serviço gerou fortes críticas nos últimos meses. Protestos em Paris acabaram em violência, enquanto locais que raramente registram uma greve, como na Suíça, foram surpreendidos pela reação dos taxistas. 

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