Na Alemanha, R$ 360 mi para rede de carro elétrico

Esta semana, um grupo de investidores anunciou na Alemanha o Projeto Better Placer, que pretende popularizar carros elétricos em toda a Europa, América do Norte e países emergentes, como o Brasil. Por esse sistema, que funcionaria em estacionamentos de shoppings e supermercados, seria possível trocar baterias como pilhas. O investidor Shai Agassi já arrecadou US$ 200 milhões (R$ 360 milhões) para uma rede de centros de recarga - metade dos recursos da Israel Corporation, um conglomerado que reúne investidores institucionais como Morgan Stanley e Vantage Point Venture Partners, além do magnata Edgar Bronfman Sr. e do ex-presidente do Banco Mundial (Bird) James D. Wolfensohn.Hoje, a principal limitação dos carros elétricos está nas baterias, que permitem rodar poucos quilômetros. Grandes empresas, como GM, Nissan e Tesla, vêm procurando há anos uma alternativa. A idéia de Agassi se inspira nos telefones celulares e prevê que cada motorista pague uma tarifa mensal, que inclui a compra do veículo ou seu aluguel e o consumo. Cada recarga - que demoraria o mesmo tempo que se leva para encher um tanque de gasolina de um carro de passeio a gasolina - permitiria viajar 100 quilômetros. "Não será preciso esperar a bateria mágica (prometida pelas montadoras de automóveis) que terá autonomia de 600 quilômetros. Ela nunca chegará", diz o investidor. Ele espera ter em três anos 100 mil veículos funcionando no sistema Better Place. A inovação divide especialistas. Eles lembram que, em 90% dos casos, o automóvel é usado para viagens de menos de 9 quilômetros - normalmente até mercado, trabalho ou escola. "Para mim, tem sentido esse carro", diz o expert Stephen Girsky. Já seu colega Ferdinand Dudenhöffer discorda. "Não é realista. As baterias pesam até 100 quilos e não é tão fácil trocá-las."

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