Na Câmara, PSD atrai 7 vereadores e quer passar PSDB

O PSD pode até não lançar candidato próprio à Prefeitura de São Paulo, mas não vão faltar palanques à reeleição na legenda que está sendo criada por Gilberto Kassab. A primeira leva de vereadores que está com a nova sigla soma sete parlamentares - cinco filiados ao DEM e dois ex-tucanos, incluindo o presidente da Câmara Municipal, José Police Neto - e será anunciada amanhã.

Iuri Pitta, O Estado de S.Paulo

01 Setembro 2011 | 00h00

Até 7 de outubro, prazo limite para filiação partidária de quem quiser disputar a eleição em 2012, a futura bancada do PSD pode ganhar mais adesões, caso o partido consiga o registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Esses sete parlamentares dão ao partido de Kassab o status de segunda maior bancada da Câmara Municipal, empatada com o PSDB e atrás dos 11 vereadores do PT. Na visão mais otimista, seria possível chegar a 10 ou 11 parlamentares - o equivalente a 20% da Casa.

Além de Police Neto, estão nessa leva o ex-tucano Souza Santos, pastor da Igreja Universal, e os vereadores do DEM Domingos Dissei, Edir Sales, Marco Aurélio Cunha (cotado para ser o líder da bancada), Marta Costa e Ushitaro Kamia. Também vai anunciar adesão ao PSD o hoje secretário municipal do Trabalho, Marcos Cintra, eleito vereador em 2008.

O anúncio dessa primeira leva de vereadores virá acompanhado de um discurso "municipalista" e de atenção a questões como qualidade de vida nos bairros e desenvolvimento sustentável da cidade. É um contraponto à imagem de que a criação do PSD seria mera conveniência partidária e uma forma de marcar posição no atual cenário de antagonismo entre petistas e tucanos. Não por acaso, essa postura se encaixa, sem muitas arestas, em um candidato como o secretário do Verde e do Meio Ambiente, Eduardo Jorge, o favorito de Kassab para disputar sua sucessão.

PSB. Outro ex-tucano anuncia hoje sua filiação ao PSB. Juscelino Gadelha também estava no grupo de seis vereadores do PSDB que deixou a sigla em junho. A ida de Juscelino é sinal de que a afinidade entre Kassab e os socialistas vai bem e pode culminar em aliança eleitoral em 2012.

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