Na disputa pela Câmara Federal, as ?pérolas? dos candidatos

A campanha para deputado federal no horário eleitoral gratuito é um exercício severo de atenção. Contando com um tempo curto para pouco mais que apresentar um mote e número, muitos candidatos exploraram o expediente de citar coligações e associar seu nome a candidatos ao senado, governador e presidente.Mas mesmo em meio a tantos nomes e números, é impossível não notar algumas figuras conhecidas do cenário político nacional. Enéas, por exemplo, não abriu mão de seu bordão estridente para afirmar que não pôde se candidatar à Presidência, mas que mesmo ?sem barba?, voltará à Câmara pelo PRONA e que, ?com barba ou sem barba, meu nome é Enéas.?Recursos ?não contabilizados?O candidato do PL, Waldemar da Costa Neto, usou seu tempo no rádio para afirmar que ?gostaria de merecer novamente? a confiança do eleitor, embora tenha admitido receber ?recursos de campanha não contabilizados?, motivo pelo qual pediu a renúncia em agosto do ano passado, expediente usado na época para evitar sua cassação na Câmara por conta do escândalo do mensalão.Outras legendas usaram teu tempo para fazer ataques ao candidato ao governo de São Paulo pelo PSDB, José Serra, que não teria cumprido sua promessa de levar até o fim seu mandato como prefeito.´Pérolas´Em meio à apresentação de candidatos no primeiro dia do horário político no rádio, não faltou espaço para bordões de ocasião e figuras folclóricas.O PPS, por exemplo, defendeu seus candidatos afirmando em um jingle que ?não tem nem sanguessugas, nem mensaleiros.?Houve espaço até para um candidato chamado simplesmente de ... Genérico. E, claro, o apresentador e estilista Clodovil Hernandes, candidato a deputado pelo Partido Trabalhista Cristão (PTC), promete que, se eleito, ?Brasília não será mais a mesma?. E é só o primeiro dia do horário político eleitoral.

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