Na divisão de cargos, petistas de São Paulo disparam na frente

A divisão do bolo de cargos do governo da presidente eleita Dilma Rousseff já aponta para um primeiro grande vencedor: o PT de São Paulo. A seção paulista do partido de Dilma já sabe que deverá ser contemplada com pelo menos seis ministérios.

Bastidores: Marcelo de Moraes, O Estado de S.Paulo

01 de dezembro de 2010 | 00h00

Antônio Palocci ficará com a Casa Civil. Guido Mantega continuará à frente da equipe econômica, na Fazenda. José Eduardo Martins Cardozo deverá assumir a Justiça, enquanto Miriam Belchior cuidará do Planejamento e Fernando Haddad permanecerá à frente da Educação.

O provável chamado para que Aloizio Mercadante comande a pasta de Ciência e Tecnologia completa a hegemonia que o PT de São Paulo terá no próximo governo. A lista ainda pode ser ampliada se o tesoureiro de campanha de Dilma, José De Filippi, for convidado para algum posto.

Na prática, essas escolhas colocam o partido em condições de produzir um candidato competitivo para tentar interromper o domínio da oposição nas disputas pelo governo de São Paulo e pela prefeitura da capital.

A última vitória expressiva do PT paulista aconteceu em 2000, quando Marta Suplicy ganhou a corrida pela prefeitura. Depois, os petistas foram sempre derrotados por candidatos do PSDB e do DEM.

Vencer em São Paulo acabou se transformando numa espécie de tabu para o PT paulista. Nem mesmo a chegada de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência mudou esse cenário. Depois de oito anos, Lula deixará o poder sem conseguir eleger seus candidatos para o governo paulista ou para a prefeitura da capital.

Tantas nomeações não significam garantia sequer de sucesso administrativo. Lula também recheou seu escalão com petistas de São Paulo, como os próprios Palocci e Haddad, além de Marta e Ricardo Berzoini, entre outros, sem impedir o triunfo da oposição.

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