Na Europa, Aécio ainda resiste à convocação para papel de vice

Esperado para retomar as viagens com Anastasia, mineiro deve comunicar[br]à direção do PSDB que vai disputar vaga no Senado

Christiane Samarco / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

25 de maio de 2010 | 00h00

Assim que desembarcar de volta da viagem de férias à Europa, amanhã, o ex-governador de Minas Gerais Aécio Neves vai comunicar à direção nacional do PSDB que não mudou seus planos políticos e, portanto, não aceita a vice na chapa presidencial do tucano José Serra.

O próprio Aécio confirmou a um líder do tucanato próximo de Serra que vai mesmo disputar uma cadeira no Senado. Como Aécio era aguardado "secretamente" em Minas no sábado passado, um expoente do PSDB ligado a Serra não tem dúvida de que o adiamento da volta, em meio ao impacto das últimas pesquisas que apontam um empate entre a petista Dilma Rousseff e o tucano, foi de caso pensado. Seria um recado de que ele, Aécio, não quer se envolver na disputa nacional como candidato a vice.

Pressão local. O PSDB de Minas não vê a hora de Aécio retomar a campanha pela reeleição de Antonio Anastasia. O tucano ficou estacionado nas pesquisas ao longo deste mês em que seu antecessor esteve fora do País. Mas a situação de Anastasia não configuraria uma emergência. O raciocínio que prevalece é o de que, seja como for, Anastasia saiu de 4% para a faixa dos 20% na preferência do eleitorado.

Chapa puro-sangue. Apesar de o secretário-geral do PSDB de Minas, deputado Lafayette Andrada, pregar a chapa puro-sangue, um tucano adverte que ele não é porta-voz de Aécio e fez chegar a Serra a informação de que o apelo público de Andrada é fruto de "uma ansiedade pessoal por conta da pressão das bases".

Tucanos mais próximos de Anastasia não querem que Aécio divida atenções com a disputa nacional. Temem que ele seja muito requisitado, o que poderia atrapalhar a campanha de Anastasia. Setores do partido mais afinados com Serra argumentam, no entanto, que, a esta altura, Aécio de vice impulsionaria os candidatos a presidente e a governador no Estado.

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