Na Europa, filhos adultos não têm direito à regalia

Na Europa, vários países preveem a concessão de passaportes diplomáticos para ex-presidentes, suas mulheres ou maridos e filhos menores de idade. Aos 18 anos, porém, precisam atuar como um cidadão qualquer e viajar apenas com passaportes comuns. Netos não têm nenhum benefício. Esses são os casos da Alemanha e da Espanha.

Jamil Chade e Andrei Netto, O Estado de S.Paulo

08 de janeiro de 2011 | 00h00

Na Suíça, a assessoria de imprensa do governo chegou a perguntar à reportagem do Estado o motivo de manter um passaporte diplomático para um filho de ex-presidente. "Por que daríamos esse benefício a um parente de um ex- político?", questionou um assessor, ao ser informado sobre o caso do ex-presidente Lula.

Na França, passaportes diplomáticos podem ser estendidos à mulher e aos filhos de um beneficiário desse status. Mas outros familiares adultos não desfrutam da mordomia.

A título de cortesia, o governo francês atribui o passaporte diplomático a ex-presidentes da República, ex-primeiros-ministros, ex-ministros das Relações Exteriores e ex-embaixadores. O passaporte diplomático pode igualmente ser concedido aos cônjuges ou parceiros em união estável do titular de tal regalia, bem como a seus filhos menores.

Segundo um alto diplomata francês consultado pelo Estado, não há casos conhecidos no país de abusos na concessão desses passaportes. "Passaporte diplomático não garante imunidade diplomática, que só é válida no exercício de missão. Na verdade, não há vantagens nesse passaporte além de furar a fila no aeroporto."

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