Na França, Picasso foi furtado e Monet, furado

Quadros de Picasso, Monet, Sisley e Bruegel foram furtados neste ano de museus franceses, em ações que despertaram críticas sobre a segurança das instituições. O diferencial da França é que todas as obras desaparecidas foram recuperadas por uma divisão especializada da polícia.O primeiro ataque foi em março. Duas telas de Picasso (Maya à la Poupée, de 1938, e Portrait de Jacqueline, de 1961), além de um desenho do pintor, tudo avaliado em 50 milhões, foram levadas à noite da residência de Diana Widmaier-Picasso, neta do pintor, em Paris. Graças a informações obtidas pela polícia com especialistas de mercado, os quadros foram recuperados em agosto. Os ladrões foram presos negociando a venda das peças. No mesmo mês, em Nice, quatro obras "de valor inestimável", segundo seus responsáveis, foram levadas por quatro homens armados, à luz do dia, do Museu de Belas Artes Jules-Chéret. Eram dois quadros de Jan Bruegel, um de Claude Monet (Falaises Prés de Dieppe, de 1897), e outro de Alfred Sisley. Ao recuperar as obras, duas semanas depois, a polícia disse que a ação era obra de um comando especializado no furto de obras de arte. Apesar do sucesso na captura dos ladrões, as críticas à segurança das instituições na França aumentaram no mês de outubro, quando a tela Le Pont d''''Argenteuil (1874), de Monet, foi alvo de vandalismo no Museu d''''Orsay, um dos mais importantes de Paris.Os vândalos ingressaram no prédio de madrugada, driblando o aparato de segurança, perfuraram o quadro e urinaram no interior do prédio. Desmoralizaram um esquema de segurança que conta com 200 vigilantes, alarmes, grades e vidros blindados. À época, o circuito interno de TV flagrou a ação dos jovens - que, no entanto, não foram identificados. ANDREI NETTO, PARIS

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