Na malha fina

Recebi R$ 30.504,53 do INSS, após processá-lo sobre a diferença de valores pagos atrasados no ano de 2006, exercício de 2005. O imposto recolhido na fonte foi de R$ 1.297,19. Sempre fiz minha declaração de Imposto de Renda, mas, como seria mais complexa naquele ano, pedi para um amigo fazê-la. Porém, no preenchimento, ele omitiu tal pagamento recebido, mas forneceu a informação à Receita depois. Não pude constatar isso porque a declaração não foi impressa. Posteriormente, tentei acessá-la pelo número de envio e não consegui. Em julho, fui notificado pela Receita Federal para dar explicações e, em 3 de agosto, descobri que tenho um imposto a pagar de R$ 8.294,60, por sonegar o recebimento do INSS. Se recolhi imposto na fonte e declarei o pagamento ao advogado, como posso ser sonegador? HÉLIO FERREIRA DE SOUSASão PauloCarlos Eduardo L. Mantovani, da Comunicação/Superintendência da Receita Federal do Brasil (SP), diz que o Setor de Malha Fiscal Pessoa Física informou que houve omissão na declaração de rendimentos, como o contribuinte admite. A omissão involuntária não isenta o cidadão do pagamento de impostos e suas punições. Sobre os pagamentos a advogados, o contribuinte os comprovou e teve os valores deduzidos de seus rendimentos. A cópia da declaração pode ser solicitada também nos Centros de Atendimento ao Contribuinte. No site da Receita há informações sobre as pendências, com o objetivo de que o contribuinte possa se autorregularizar, retificando a declaração, além de orientação para que o cidadão que não concorde com o lançamento possa impugná-lo.Mudança das vagasÓtima a notícia do parquímetro da Prefeitura de São Paulo. Ele dá certo no resto do mundo! Espero que essa medida emplaque para ver se a gente se livra do "flanelinha" e do vendedor de vaga. Não seria o caso de o governo federal financiar esta ação nas grandes cidades?HELLI DOS SANTOS OLIVEIRASão PauloOs motoristas em São Paulo são sacrificados por gerações de políticos (com raras exceções) sem visão. Ruas e avenidas estreitas e esburacadas; túneis e viadutos acanhados, não raro, congestionados; e nada de coordenação dos semáforos! Perde-se parte da vida no trânsito, deixa-se de gerar riquezas e impostos, polui-se a cidade e a violência e a insegurança crescem. E as nossas autoridades punem os motoristas com restrições. Não se vê solução de médio e longo prazos, pois, como é óbvio, não serão as extensões tímidas do Metrô (com décadas de atraso) que resolverão os problemas. O que nos resta, mudar de cidade?ANDRÉ C. FROHNKNECHTSão PauloA Prefeitura promete um pacote de medidas para melhorar o trânsito da capital. Além de acabar com a Zona Azul, promete o fim de estacionamentos nos dois lados das vias públicas no próximo ano, instalar parquímetros e construir estacionamentos. Kassab, o senhor foi eleito para desempenhar um bom serviço na maior cidade da América Latina. Se essas medidas prometidas forem concretizadas, será o caos.BENONE AUGUSTO DE PAIVASão PauloAzeite ?batizado?Ultimamente, não tenho sorte na hora de comprar azeite de oliva. Tenho escolhido a especificação do tipo extravirgem, mas, na hora de consumir, o gosto é de óleo de soja. Não vou mencionar as marcas, entretanto, gostaria que os órgãos federais, estaduais e municipais fiscalizassem todas as marcas e punissem os empresários desonestos, pois o azeite é um produto utilizado para o controle de colesterol e triglicérides. JOSÉ CARLOS FARINARolândia (PR)Fique atento: A Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Pro Teste) informa que divulgou, em abril, avaliação técnica de 21 azeites de oliva extravirgens - Andorinha, Arisco, Borges, Borges orgânico, Carbonell, Carrefour, Carrefour Viver orgânico, Cocinero, Delícia, Figueira da Foz, Gallo, Great Value, La Española, La Violetera, Minerva, Musa, Quero, Rica, Serrata, Taeq orgânico e Vilaflor. Desses, foram constatados má qualidade e fraude no azeite Figueira da Foz. Ele apresentou, para vários dos parâmetros, resultados que indicam falta de qualidade e adição de óleos de sementes de oleaginosas, o que caracteriza fraude. Isso é crime contra o consumidor e é inadmissível enganá-lo dessa forma. A Pro Teste notificou o Ministério Público, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária e o Ministério da Agricultura, exigindo uma fiscalização mais eficiente e obteve como resposta que esses órgãos estão analisando a denúncia. VERA LÚCIA RAMOS, assessora de imprensa da Pro Teste.As cartas devem ser enviadas para spreclama.estado@grupoestado.com.br, pelo fax 3856-2940 ou para Av. Engenheiro Caetano Álvares, 55, 6.º andar, CEP 02598-900, com nome, endereço, RG e telefone, e podem ser resumidas. Cartas sem esses dados serão desconsideradas. Respostas não publicadas são enviadas diretamente aos leitores.

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