Na Marginal do Tietê, prédios no lugar de barracos

Área próxima da Ponte Julio de Mesquita Neto terá 400 unidades

Marcela Spinosa, O Estadao de S.Paulo

17 Fevereiro 2009 | 00h00

A Favela da Paz, na alça de acesso à Ponte Julio de Mesquita Neto, na Marginal do Tietê, está desaparecendo para dar lugar a um conjunto habitacional que vai abrigar 400 pessoas. A previsão é de que a obra, em parceria com o governo do Estado, fique pronta no próximo ano, ao custo de R$ 30 milhões. Das 570 famílias que viviam no local, 331 já foram retiradas pela Secretaria Municipal de Habitação (Sehab). A remoção deve ser completada no meio do ano, quando será aberta a licitação para a execução da obra.Os prédios terão no máximo cinco andares e começarão a ser construídos no segundo semestre. Segundo o secretário municipal da Habitação, Elton Santa Fé Zacarias, a área será urbanizada e terá infraestrutura sanitária, iluminação, calçamento e vielas de acesso. "Vamos priorizar a entrega dos imóveis para as famílias que hoje vivem lá", disse o secretário.A Sehab informou que, das famílias removidas, 232 receberam verba habitacional de R$ 5 mil e 46 ganharam R$ 8 mil para comprar um imóvel. Outras 24 optaram por carta de crédito para adquirir moradia na Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) e 29 foram para um conjunto habitacional na zona leste.Do outro lado da ponte, no sentido Ayrton Senna, outra favela, a Aldeinha, foi esvaziada em janeiro, após um processo de oito meses. As 576 famílias que viviam no terreno de 21 mil m² foram removidas. Sobrou um casarão, que está em fase de desapropriação. No local, será construída uma alça de acesso à Marginal. Segundo a Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras, o projeto está em fase de elaboração.

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