Na mira do Leão

Meu pai tem 81 anos e a malha fina da Receita Federal lhe solicitou explicações sobre gastos com dentista deduzidos na declaração de Imposto de Renda referente ao ano de 2007. Ele levou a declaração do dentista, conforme a Receita solicitara, mas o delegado adjunto de Ribeirão Preto explicou que é preciso provar que o serviço foi pago com cheque ou débito em conta corrente ou que fora feito um saque no mesmo valor no dia do pagamento. Mas meu pai, quando recebe a aposentadoria, tem o costume de retirar todo o dinheiro do banco. O delegado também sugeriu que ele deveria pagar primeiro a multa para depois recorrer, o que acho um conselho péssimo, pois meu pai está sendo cobrado indevidamente. O que há de errado em pagar um serviço com dinheiro? INÊS REGINA SILVA São Paulo A Delegacia da Receita Federal em Ribeirão Preto esclarece que, durante a visita da sra. Inês acompanhando seu pai, lhe foi ponderado haver situações em que o auditor fiscal tem o dever de solicitar documentação que comprove que as deduções em declarações do Imposto de Renda foram despesas efetivamente suportadas pelo contribuinte e corresponderam aos serviços prestados. Cópias de orçamentos, pedidos de exames, radiografias, cópias de cheques ou extratos bancários com indicação dos saques são documentos que demonstram a relação entre a efetiva prestação do serviço e de seu respectivo pagamento. Observa que, pelo sigilo fiscal, não é possível abordar aspectos específicos relativos ao contribuinte, mas lembra da possibilidade de impugnação administrativa (recurso) dos procedimentos. Crianças nas ruas Preocupa-me a presença de menores abandonados no centro da cidade, a duas quadras da Prefeitura, na Praça Ramos de Azevedo. No local há um garoto com uns 11 anos de idade, possivelmente usuário de drogas. Não sei o que deve ou pode ser feito. O fato é que nós, Prefeitura e cidadãos, não fazemos nada. Os menores precisam de ajuda profissional, pois, do jeito que está, o caminho será o crime, a violência, o vício, a prisão e a morte precoce. É preciso governar com o coração e determinação para que não haja mais criança nas ruas! RICARDO GUERRINI São Paulo Milhas para quê? Desde o início de abril tento usar as minhas milhas do programa Smiles da Varig sem sucesso. Já fiz vários contatos por telefone e e-mail. E em nenhum deles consegui passagens disponíveis para o Smiles, para ir de São Paulo para qualquer capital do Nordeste numa sexta de manhã e retornar no domingo à tarde, apesar de haver assentos disponíveis para compra nesses voos. Minhas milhas vão expirar e a empresa ainda não apresentou nenhuma solução para o problema. PAULO ANTÔNIO DE SOUZA FRANÇA São Paulo A Central de Relacionamento com o Cliente GOL informa que entrou em contato com o sr. França para prestar esclarecimentos. A companhia explica que as reservas do programa Smiles estão sujeitas a um determinado número de assentos disponíveis, mesmo quando os voos não estão lotados. A empresa diz que o participante do programa está ciente de que poderá verificar os assentos disponíveis pelo site e pela Central de Atendimento. O leitor comenta: Um funcionário da GOL disse que eu deveria reservar com até 11 meses de antecedência, de outro modo seria difícil obter algum assento. Entrei no site da GOL/Varig e apurei que não há disponibilidade para nenhuma capital do Nordeste até maio de 2010. Se a empresa não possui estrutura para atender os clientes Smiles, deveria reformular o programa ou cancelá-lo para não continuar iludindo quem nela confiou. Tratamento desigual Sou cliente Seleção Master NET e pago R$ 69,90 por mês. A empresa ofereceu o pacote Família+HBO para o prédio onde moro. Assinei a proposta, mas a NET não atualizou o serviço. Ao contatá-la, alegou que, como sou assinante antigo, não tenho direito a essa oferta e, para mim, um pacote similar custaria R$ 146,90. FERNANDO DE ARRUDA POSTIGO São Paulo A NET informa que entrou em contato com o cliente para esclarecer todas as informações referentes ao seu contrato e às promoções. O leitor comenta: Não é verdade. A NET entrou em contato comigo só para reafirmar o que já havia dito antes, isto é, que existem clientes que podem pagar menos do que eu pelo mesmo serviço. Estudo no momento que ações posso tomar contra a empresa nos órgãos de defesa do consumidor. As cartas devem ser enviadas para spreclama.estado@grupoestado.com.br, pelo fax 3856-2940 ou para Av. Engenheiro Caetano Álvares, 55, 6.º andar, CEP 02598-900, com nome, endereço, RG e telefone, e podem ser resumidas. Cartas sem esses dados serão desconsideradas. Respostas não publicadas são enviadas diretamente aos leitores.

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