Polícia Cicil/Divulgação
Polícia Cicil/Divulgação

Na perícia da boate Kiss, sobreviventes relatam desespero na escuridão

Cinco pessoas contaram como o fogo começou no teto acima do centro do palco

Diego Zanchetta, Enviado especial ,

30 Janeiro 2013 | 19h39

SANTA MARIA - A Polícia Civil do Rio Grande do Sul fez na tarde desta quarta-feira, 30, uma reconstituição do início do incêndio dentro da Boate Kiss. Cinco sobreviventes contaram aos investigadores como o fogo começou no teto acima do centro do palco, logo após o vocalista da banda Gurizada Fandangueira acender um sinalizador conhecido como "sputinik". Em poucos minutos uma fumaça negra tomou conta de toda a boate e ninguém conseguia enxergar mais nada, segundo os relatos durante a reconstituição.

"Muita gente viu a luz verde do banheiro e correu pra ele, achando que fosse a saída. Por isso tanta gente morreu nesse canto da boate", afirmou o delegado. O DJ que tocou antes da banda estava entre os que participaram da reconstituição. Centenas de pessoas continuam indo à frente da boate Kiss para colocar flores e outras homenagens às vítimas. "Vamos lacrar a boate para que possamos preservar o local até o final do inquérito", completou o delegado Arigony.

Mais conteúdo sobre:
Santa MariaKissIncêndio

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.